10 grandes lembranças no basquete – André Goes

Luís Araújo

O último título de Michael Jordan na NBA, uma frustração envolvendo Kobe Bryant e LeBron James e duas séries de playoffs do NBB estão entre algumas das grandes recordações que André Goes carrega desde que o basquete entrou na sua vida. O ala-armador do Vitória passa por elas e por algumas outras a seguir.


A primeira lembrança que tenho

“Eu me lembro dos meus irmãos chegando em casa e comentando sobre basquete. Eles jogavam e eu, com 7 anos, em Chapecó-SC, já assistia a alguns jogos deles. Lembro que eles falaram sobre uma escolinha de basquete para meninos da minha idade e eu fui. Desde então me apaixonei. Foi amor à primeira jogada. Alguns meses depois havia um torneio na escola Marechal Bormann, em que meu irmão e eu estudávamos, e faltava um jogador para completar o time. Sobrou pra mim. Os outros jogadores eram mais velhos e mais altos do que eu e meu irmão teve de me buscar em casa de bicicleta. Foi incrível. Ele me protegia e orientava em quadra. São lembranças maravilhosas dos meus primeiros momentos de basquete.”

O time que mais gostei de ver jogar até hoje

“O Los Angeles Lakers das temporadas 2009 e 2010. Torço pelo Lakers desde novo, pois sempre fui muito fã do Magic Johnson e um dos meus maiores ídolos é o Kobe Bryant. Eu sabia tudo desse time, assistia a todas as partidas. Paul Gasol e Kobe fizeram grandes jogos e Phil Jackson ainda brilhava no comando da equipe, fazendo as coisas que ele sempre pregou no Chicago Bulls e agora tenta fazer no New York Knicks também. Foi uma época em que eu pude unir a paixão do jogo pela paixão que sinto pelo Lakers também.”

Um jogador que me inspirou

“Michael Jordan e Kobe Bryant são unanimidades no mundo do basquete e são caras que acompanhei bastante, vendo tudo o que é possível em DVDs e em livros. Kobe e Magic Johnson também fizeram parte da minha vida. O Magic Johnson tinha um estilo de jogo muito completo. Ele jogava muito bem e fazia todo mundo se sentir bem em quadra. Gostava muito de ver também Steve Nash e Dirk Nowitzki nos bons tempos de Dallas e até depois separados. Eram dois atletas de fora dos EUA, mas a carreira deles chamava a atenção por terem um estilo de jogo fora do normal da NBA.”

Uma tristeza que tive

“Nos playoffs da temporada 2012/2013 do NBB, eu atuava pelo Basquete Cearense e fizemos uma série muita disputada contra o Paulistano. Estava 2 a 2, e o quinto jogo seria em Fortaleza. Aquele jogo cinco foi muito equilibrado e faltando menos de um minuto abrimos três pontos no placar. Parecia que a classificação estava em nossas mãos, mas acabamos perdendo o jogo depois de uma sequência de erros e fomos eliminados. Foi uma derrota dura, muito triste, pois nosso time estava bem. Era também o primeiro ano do Basquete Cearense, então estávamos focados em ir o mais longe possível, pois um bom resultado ajudaria o projeto. Além da tristeza esportiva na hora, ficou a tristeza pelo projeto como um todo.”

Um momento na história que queria ter visto

“O último título do Michel Jordan pelo Bulls. Acho que todos os jogadores de basquete já assistiram ao vídeo daquele jogo pelo menos uma vez na vida. O jogo foi fantástico, mas o último arremesso foi incrível. Acontecer toda aquela sequência de lances para realmente coroar a carreira de um cara espetacular, como ele foi para o basquete e para o esporte de maneira geral, foi marcante. Vi diversas vezes e já foi fundo de tela do meu computador.”

Algo que queria ter visto, mas nunca aconteceu

“Uma final entre Kobe Bryant e Lebron James. Em 2008/09, o Orlando Magic acabou tirando o Cleveland Cavaliers e fez a final com o Lakers, por isso essa tão esperada final não aconteceu. Até pelo fato de ambos estarem em conferências diferentes, infelizmente, acabou não acontecendo essa rivalidade em jogos playoffs. Mas seria fantástico.”

O que mostraria se alguém me perguntasse o que é basquete

“Eu busco sempre mostrar coisas legais do basquete para a pessoa se tornar uma nova fã. Gosto de mostrar sites dos times da NBA, Instagram, lances de jogos, a programação de partidas transmitidas aqui no Brasil. Quanto mais as pessoas buscarem e assistirem aos jogos, e bons jogos de preferência, será mais fácil gostar do jogo, da atmosfera do esporte. Tento encher as pessoas de informações e falar que o esporte é muito dinâmico, mais rápido, com mais ações em menos tempo. Os segundos finais de uma partida, por exemplo, podem ser eletrizantes, com várias trocas de liderança. O pouco tempo se torna uma eternidade num jogo de basquete. Isso é mágico.”

Quando resolvi que queria ser jogador

“Sempre tive bem claro meu desejo em seguir carreira no basquete já quando jogava competições em Santa Catarina. Mas também jogava futebol de campo e futsal. Quando tinha 14 anos um treinador me pediu para seguir em apenas uma modalidade e decidi pelo basquete. Eu sabia que era o que queria fazer. E tive uma proposta para jogar o juvenil em Araraquara-SP. Foi quando conversei com meus pais, pois teria de sair de Santa Catarina. Eu queria dar uma chance para minha carreira, ver o quão longe conseguiria ir nesse sonho de me tornar jogador de basquete. Eles me apoiaram prontamente e disseram que estariam em todos os momentos comigo. Essa foi a virada na minha vida, passando de uma diversão, apesar de eu já ter ajuda de custo e até ajudar em casa, para a minha profissão.”

O que pouca gente sabe sobre mim, mas que tem tudo a ver com a minha relação com o basquete

“Sou muito ligado aos meus pais. Eles me acompanham em tudo e estão sempre próximos, mesmo nessas mudanças de cidade, mandando mensagens, querendo saber como estou treinando no dia a dia, comendo bem. São coisas de pais, mas eles sabem como a presença deles é importante pra mim. Eles sabem como lidar comigo, o que falar, o que não falar, me passam uma força incrível desde sempre e cada vez mais.”

Algo que vivi e que nunca me esquecerei

“Uma vitória nos playoffs de 2011/12 do NBB por Joinville, nas oitavas de final. Foi uma série muito disputada contra Limeira. Nós avançamos vencendo o quinto jogo em casa e foi uma série complicada. Foi especial porque a temporada foi longa e aquele foi um momento de alívio, pois o nosso time não tinha expectativas tão altas e fez uma ótima campanha, dando trabalho, inclusive, para o Pinheiros, que era ampla favorito nas quartas. Minha maior recordação é do fim da partida. Minha família inteira estava no ginásio: meus pais, meus irmãos, minha sobrinha, muitos amigos de Joinville, amigos de infância. Foi um dia de grande comemoração e uma das vitórias que ficarão marcadas para sempre na minha carreira.”

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