10 grandes lembranças no basquete – Eddy

Luís Araújo

O futebol foi a primeira grande paixão de Eddy, mas aos poucos o ala-armador do Paulistano foi tomando gosto pelo basquete. Kobe Bryant e, principalmente, Scottie Pippen contribuíram muito para isso. Não é à toa que ele usa o número 33.


A primeira lembrança que eu tenho

“Eu ainda jogava futebol, mas ficava assistindo às partidas de basquete em que brilhavam Michael Jordan, Scottie Pippen, que, inclusive, é meu maior ídolo. Eu nem me imaginava jogando basquete, mas depois de um tempo acabou se tornando minha grande paixão. Depois que comecei a treinar, jogar, pensava 24 horas por dia em basquete.”

O time que mais gostei de ver jogar até hoje

“Com certeza, o Los Angeles Lakers, de Kobe Bryant, Shaquille O’Neal, Derek Fisher. O Kobe arrebentava em todos os jogos. Tento me espelhar sempre em um jogador como ele, tão dedicado e talentoso. O Shaq também era muito importante para o time, mas nos momentos decisivos o Kobe sempre decidia. Desse jeito se forma um time. Era uma equipe repleta de grandes jogadores, mas cada um sabia executar muito bem as suas funções.”

Um jogador que me inspirou

“Foi mesmo o Scottie Pippen. Até por isso hoje jogo com a camisa número 33. De 2000 para cá, o Kobe Bryant, e atualmente, o Kevin Durant.”

Uma tristeza que tive

“Algumas derrotas ficam marcadas, como nas finais da Liga Sul-Americana de 2016, já atuando com a camisa do Paulistano, mas também em 2011, ano em que defendia o Bauru e perdemos o quinto jogo dos playoffs do Paulista para São José. Em 2014/2015, pelo Macaé, perdemos uma série de playoffs melhor de cinco após abrirmos 2 a 1 contra o Mogi, tendo o quarto jogo para fechar em casa. O Mogi empatou a série e venceu o quinto jogo.”

Um momento na história que queria ter visto

“Como sou fanático por futebol, gostaria de ter visto Pelé em campo. No basquete, seria um sonho ver de perto um duelo entre Michael Jordan e Kobe Bryant.”

Algo que queria ter visto, mas nunca aconteceu

“Uma coisa que ainda não aconteceu, mas um dia eu espero que aconteça, é defender a seleção brasileira. Um jogador que me inspira muito e me faz acreditar é o Marcelinho Huertas, até por vê-lo treinar de perto durante a pré-temporada. O Marquinhos também me inspira bastante, pois tem uma tranquilidade incrível para jogar , além do Leandrinho, com quem tive o prazer de treinar durante três meses no Rio de Janeiro. É um cara sensacional. Além desse desejo de alcançar uma convocação e defender a seleção do meu país, algo muito especial seria jogar a final desta temporada do NBB pelo Paulistano contra o Pinheiros, um clássico.”

O que mostraria se alguém me perguntasse o que é basquete

“Mostraria dois lances: primeiro de um jogo épico entre San Antonio Spurs e Los Angeles Lakers, pelos Playoffs da NBA, em 2004. O Tim Duncan mete uma bola faltando dois segundos e o Derek Fisher converte na sequência, restando 0,4 segundo. No basquete é assim: só acaba mesmo quando termina, por isso é tão sensacional. E a cesta do Marquinhos na Olimpíada diante da Espanha, que emocionou o país.”

Quando resolvi que queria ser jogador

“Eu tinha 14 anos e jogava basquete e futebol. Certo dia tinha dois testes marcados: um no Saldanha, clube que me revelou e onde joguei por muito tempo, e outro na Desportiva, time de futebol do Espírito Santo. E passei nos dois (risos). Foi aí que decidi seguir no basquete, porque me tocou, senti mais emoção. Até hoje amo muito futebol, mas o basquete é diferente.”

O que pouca gente sabe sobre mim, mas que tem tudo a ver com a minha relação com o basquete

“Sou um cara não apenas apaixonado por basquete, mas também vidrado. Assisto a todos os jogos: femininos, masculinos, NBA, estudo adversários. É um vício positivo.”

Algo que vivi e que nunca me esquecerei

“Foi com a camisa do Paulistano, no quinto jogo dos Playoffs em 2012/2013, em Fortaleza. O Basquete Cearense estava vencendo a série melhor de cinco e decidiria em casa, mas no quinto jogo eu converti o último lance livre e vencemos por 69 a 68, conquistando a classificação para as quartas de final. Além dessa, no ano passado me marcou muito a vitória do Paulistano sobre o Guaros de Lara, da Venezuela, pois ninguém esperava, já que jogávamos fora de casa e contra o atual campeão intercontinental.”

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