10 grandes lembranças no basquete – Enzo Cafferata

Luís Araújo

O basquete entrou na vida de Enzo Cafferata através do irmão, virou profissão e o levou a entender “diferentes culturas” ao longo da carreira. O armador argentino conta essa trajetória através de algumas lembranças que divide a seguir.


A primeira lembrança que tenho no basquete

“Minha primeira lembrança vem com meu irmão, jogando basquete no pátio da minha casa, em Lincoln, uma cidade tranquila, de 40 mil habitantes, no Noroeste de Buenos Aires. Meu pai nos comprou uma tabela e passávamos as tardes ali, jogando. É algo que lembro com muita alegria.”

O time que mais gostei de ver jogar até hoje

“No Brasil, gostei muito do time do Bauru de 2014. Era uma equipe que passava muito bem a bola e jogava com uma dinâmica incrível. Atualmente, gosto muito de Paulistano e Flamengo, liderados por seus treinadores. Tanto no aspecto defensivo como ofensivamente, são times muito completos.”

Um jogador que me inspirou

“Marcelo Milanesio, que tenho uma admiração desde menino. É a imagem e referência da nossa Liga Nacional Argentina. Ele foi sete vezes campeão, um verdadeiro monstro em quadra, com uma visão perfeita de jogo e de equipe.”

Uma tristeza que tive

“A final da Sul-Americana pelo San Martín de Corrientes, em 2015, contra o Brasília. Era uma grande possibilidade de conquista e perdemos os dois jogos na última bola. Independentemente disso, hoje me sinto mais preparado emocionalmente e tecnicamente também, para encarar uma decisão como aquela.”

Um momento na história que queria ter visto

“A Criação da Liga Nacional Argentina, liderada por León Najnudel. Foi o que permitiu a divulgação e o desenvolvimento do basquete em nosso país. Tudo mudou e para melhor. O basquete se tornou popular em muitos estados.”

Algo que queria ter visto, mas nunca aconteceu

“Gostaria de ver uma semifinal ou final olímpica entre Argentina e Brasil. Seria algo de arrepiar. Fortaleceria ainda mais o basquetebol sul-americano.”

O que eu mostraria se alguém me perguntasse o que é basquete

“Melhor do que mostrar, eu com certeza falaria que o basquete não é apenas arremessar. Estar em um grupo implica muitas outras coisas, como equilíbrio e, acima de tudo, paixão e dedicação.”

Quando resolvi que seria jogador

“Quando tinha 15 anos e saí da minha cidade, Lincoln, uma das melhores cidades do mundo. Foi como se tivesse dizendo: ‘Bom, agora vamos?’. De lá, fui para o Club Atlético Argentino de Junín, onde fiquei por três anos. Joguei a LNB argentina como juvenil e fui ganhando meu espaço.”

O que pouca gente sabe sobre mim, mas que tem tudo a ver com minha relação com o basquete

“Venho de uma família trabalhadora, que muito me orgulha. Meu pai trabalha muitas horas no campo e minha mãe foi professora. Por isso, nunca deixei de trabalhar, me dedicar pelo que sempre amei. Tenho ótimos exemplos.”

Algo que vivi e nunca me esquecerei

“Tenho duas situações que carregarei para sempre comigo. Meus primeiros arremessos e assistências, ainda jovem, na Argentina. E também meu crescimento no basquete. Subir da 3ª Divisão com o Club Atlético Gorriti para a segunda, onde defendi as cores do Huracán e do San Isidro, e jogar a Liga Nacional, atuando por grandes clubes, como Argentino de Junín, Ríver Plate e San Martín de Corrientes, para depois jogar na Colômbia, pelo Cóndores de Cundinamarca, e no Brasil, por Basquete Osasco, Minas, Liga Sorocabana e agora Caxias do Sul, me adaptando e entendendo as diferentes culturas. Isso meu deu experiência e conhecimento para crescer como jogador e como pessoa.”

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