10 grandes lembranças no basquete – Marcão

Luís Araújo

O Dream Team encantou o mundo em 1992 e ajudou a fazer o basquete entrar na vida de Marcão. O pivô do Caxias do Sul divide a seguir essa e algumas outras lembranças.


A primeira lembrança que tenho

“Minha primeira lembrança do basquete é de 1992, os Jogos Olímpicos de Barcelona. Aquilo me marcou muito. Todo mundo falava do tal time dos Estados Unidos e eu assistia pela TV, gostava do que estava vendo. Nem sabia direito o que era o esporte, só depois de alguns anos fui entender que a tal seleção era o Dream Team.”

O time que mais gostei de ver jogar até hoje

“O Dream Team chamou muito a atenção mesmo eu sendo mais novo, sem conhecer muito bem o jogo. Gostava de ver jogos antigos do Seattle Supersonics, Detroit Pistons e Chicago Bulls. No Brasil, adorava acompanhar aqueles bons duelos entre Franca e COC Ribeirão Preto. Atualmente o time que mais me encanta é o San Antonio Spurs.”

Um jogador que me inspirou

“Se hoje você perguntar para quem viu o Jordan jogar, a maioria dirá que ele é o maior ídolo. Comigo não é diferente. Mas quem me inspirou mesmo foram outros três jogadores: Shaquille O’Neal, pela dominância, Shawn Kemp, pela plasticidade, e por último, mas o que eu mais me identifico por sua garra e amor ao esporte, Kevin Garnett. Lógico que com a internet atualmente você vê muitos outros jogadores até melhores, como Hakeem Olajuwon. A internet é sensacional para isso e hoje assisto a muitos vídeos dele, que me auxiliam também a aprimorar o raciocínio e o entendimento do jogo.”

Uma tristeza que tive

“Final do Campeonato Brasileiro de 2006, ano em que jogava por Araraquara. Na final, perdemos por dois pontos, na última bola, para o time de Limeira.”

Um momento na história que queria ter visto

“Por ter me marcado como pessoa, gostaria muito de ter visto de perto o Dream Team dos Estados Unidos.”

Algo que queria ter visto, mas nunca aconteceu

“Quando eu era mais jovem, tive a oportunidade de ir para os Estados Unidos três vezes para jogar e estudar, mas acabei não indo por alguns motivos pessoais. Hoje, de vez em quando, me arrependo por não ter vivido essa experiência.”

O que mostraria se alguém me perguntasse o que é basquete

“Aqui voltamos à importância da internet, né? Hoje há muitos vídeos de jogadas, lances emocionantes que resumiriam muito bem o que é o basquete. Mas há pouco tempo vi no Facebook um vídeo da despedida do Tim Duncan, feito pelo San Antonio Spurs. Chega a arrepiar. Gostei tanto que fiz o download do vídeo e mandei para vários grupos de amigos para compartilhar a emoção. Sensacional, recomendo.”

Quando resolvi que queria ser jogador

“Se dependesse somente da Dona Lúcia, minha mãe, eu seria esportista ainda na barriga dela. Nasci em agosto de 1984, praticamente no período da Olimpíada. Ela, que sempre amou esporte, me conta que ficava em frente à televisão assistindo a todos os jogos e eu já chutava bastante, mexia muito, como se estivesse comemorando. Por isso ela fala que eu já era um esportista. Mas desde pequeno pratico esportes: judô, natação, futebol, vôlei, handebol e basquete, o último e no qual estou até agora. Foi amor à primeira vista, né? Desde o Dream Team, e depois mais velho, conhecendo e entendo melhor a modalidade, percebi que era isso que queria para a minha vida. Acompanhando a NBA, então, não tive dúvidas e estou certo de que tomei a melhor decisão.”

O que pouca gente sabe sobre mim, mas que tem tudo a ver com a minha relação com o basquete

“Sou louco por comida. Hoje me viro na cozinha, até por causa da própria profissão, por morar sozinho e ter que me alimentar bem. Minha mãe é cozinheira e sempre quis me ensinar, mas não tive muito interesse, não. Quando precisei é que fui me mexer. Ligava para ela e perguntava como fazia isso, como fazia aquilo. Lembrando as inúmeras ligações que fazia é até engraçado. Mas hoje me viro bem e faço questão de cuidar muito bem da minha alimentação.”

Algo que vivi e que nunca me esquecerei

“O basquete me proporcionou inúmeras coisas muito boas, como andar de avião, ter meu primeiro carro, conquistar títulos, mas acho que a maior de todas foi a primeira convocação para a seleção brasileira, na categoria sub-21, em 2004. Não esperava, até porque eu tinha acabado de sair do juvenil do Palmeiras e estava no primeiro ano de adulto em Araraquara. Nem jogava muito porque era novo e naquela equipe havia atletas mais experientes, como Pipoca, Luís Fernando e Tiagão, então eu não esperava. Quando estávamos no treino, recebi uma carta da CBB, que foi entregue pelo saudoso Tom Zé e pelo João Marcelo. Eles me deram os parabéns e eu, sem entender nada, abri, li e comecei a sentir que minhas pernas estavam ficando moles. Tive que sentar. Foi, sem dúvida, um dos melhores momentos da minha vida.”

Tags: , , ,

COMPARTILHE