10 grandes lembranças no basquete – Marcus Toledo

Luís Araújo

A forte influência familiar fez com que o basquete entrasse muito cedo na vida de Marcus Toledo. Algumas das lembranças mais especiais que o ala carrega desde então passam pela antiga Iugoslávia e do Barcelona da primeira metade dos anos 2000.


A primeira lembrança que tenho

“A minha primeira lembrança é de assistir aos treinos e jogos da minha mãe, que foi jogadora. Essa lembrança é tão forte que, na época, pensava que o basquete fosse só para mulheres. Eu tinha uns quatro ou cinco anos.”

O time que mais gostei de ver jogar até hoje

“Um dos times que eu mais gostei de ver foi o do Barcelona da temporada 2003-04. Tinha jogadores excelentes como Dejan Bodiroga, Gregor Fuska, um jovem Juan Carlos Navarro e um Marc Gasol que começava a dar os primeiros passos como profissional. Foi no ano em que cheguei à Espanha e fiquei maravilhado com essa forma de jogar tão organizada e eficaz.”

Um jogador que me inspirou

“Tive a sorte de ter as minhas maiores inspirações dentro de casa, que foram a minha mãe e, logo depois, o meu irmão mais velho Douglas, que hoje defende as cores do Caxias do Sul no NBB.”

Uma tristeza que tive

“Tristezas no basquete não tive, pelo contrário, porque aprendemos a ser sempre positivos e tirar bons ensinamentos em todas as ocasiões.”

Um momento na história que queria ter visto

“Gostaria de ter visto uma das últimas gerações da antiga Iugoslávia jogando junto. Com certeza era algo impressionante de se ver, Toni Kukoc, Vlade Divac, Drazen Petrovic, Dejan Bodiroga, entre outros craques da bola, todos no mesmo time. Onde será que eles poderiam ter chegado se não tivessem que se separar?”

Algo que queria ter visto, mas nunca aconteceu

“Gostaria de ter visto o Brasil disputar a final da Olimpíada do Rio de Janeiro. Já pensou que legal seria?”

O que mostraria se alguém me perguntasse o que é basquete

“Além de mostrar uma bola de basquete, uma quadra, eu tentaria mostrar que é um esporte saudável e uma oportunidade de mudar a vida das pessoas. É o que o basquete representa para mim.”

Quando resolvi que queria ser jogador

“Sempre gostei muito desse esporte, posso falar que a paixão pelo basquete veio de berço. Porém, tive a oportunidade de poder praticar outros esportes, como futebol, handebol, vôlei, capoeira e atletismo. A escolha pelo basquete foi quando percebi que com ele poderia realizar os meus sonhos.”

O que pouca gente sabe sobre mim, mas que tem tudo a ver com a minha relação com o basquete

“É complicado escolher uma entre tantas, mas vou escolher uma situação que, para mim, é muito significativa. Foi a decisão de ir para Espanha com apenas 17 anos e sozinho. Foi um período de muitas provações, maturidade e crescimento pessoal. Antes e depois tive muitas outras, mas fico com essa situação. Encaro como uma atitude de coragem tanto da minha mãe, minha família e minha também.”

Algo que vivi e que nunca me esquecerei

“O dia em que eu pude jogar ao lado do Douglas, meu irmão, na seleção brasileira sub 21. Foi muito bom, um sonho de criança feito realidade atuar ao lado dele e defender as cores do Brasil ao mesmo tempo.”

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