10 grandes lembranças no basquete – Wesley

Luís Araújo

Um dos destaques do Minas nas últimas temporadas, o ala-pivô Wesley cresceu vendo — e se encantando — pelo o que Kevin Garnett e Tim Duncan faziam em quadra. As lembranças dele incluem ainda os laços fortes de amizade que foram feitos na base do Pinheiros, um período de incertezas na profissão e a volta por cima na premiação dos melhores do NBB.


A PRIMEIRA LEMBRANÇA QUE TENHO NO BASQUETE

“Eu me lembro do meu primeiro jogo nas categorias de base do Mackenzie Esporte Clube, ainda bem cru no basquete. Tinha pouco tempo de treino e fiquei nervoso ao pegar na bola num jogo oficial, afinal, era considerado velho por começar aos 14 anos.”

O TIME QUE MAIS GOSTEI DE VER JOGAR ATÉ HOJE

“Eu gostava de como a gente jogava nas categorias de base do Pinheiros, de 2012 até 2014. A categoria dos nascidos em 1995 ganhou tudo por lá. Era um time extremamente forte e com uma conexão muito boa. Faziam parte daquela equipe o Lucas Dias, o Humberto, o Nicolas Antunas, o Pedrinho Rava e o Guga. Tinha também o Georginho, o Junior Duval e o Léo Bispo, da turma de 1996. Somos amigos até hoje.”

UM JOGADOR QUE ME INSPIROU

“Acho que não dá para falar só um. Tim Duncan e Kevin Garnett me inspiraram muito, pois eu lembro de ver vídeos de melhores momentos e ficar super confiante num pré-jogo. Foram dois pivôs fantásticos. Gostava deles pelos estilos de jogo. Um era mais técnico e outro era mais marcante pelo vigor físico, mas também com técnica. As fintas, os chutes e como eles corriam bem a quadra eram coisas que chamavam bastante a atenção.”

UMA TRISTEZA QUE TIVE

“Acho que o momento mais triste da minha carreira aconteceu depois da minha cirurgia de hérnia de disco. Foi um momento turbulento e de muitas incertezas.”

UM MOMENTO NA HISTÓRIA QUE QUERIA TER VISTO

“Eu queria muito ter acompanhado a carreira do Hakeem Olajuwon, um dos maiores atletas da história da modalidade. Seria um prazer enorme ter visto esse cara jogar. O jogo dele não tinha só um ponto forte. O que ele fazia era algo de outro mundo. A facilidade nos fundamentos e em fazer pontos eram um negócio assustador.”

ALGO QUE QUERIA TER VISTO, MAS NUNCA ACONTECEU

“Eu gostaria muito de ter visto meu tio Newman Pacheco, que faleceu em 2017, na festa dos melhores do ano do NBB da temporada passada comigo. Ele sempre acreditou em mim, me apoiou e me acompanhou. Ele ficaria super feliz com o prêmio de jogador que mais evoluiu que ganhei nesse dia. Seria ótimo ver essa cena.”

O QUE EU MOSTRARIA SE ALGUÉM ME PERGUNTASSE O QUE É BASQUETE

“Com certeza seria um jogo da Euroliga. Acho que o basquete que eles jogam lá é o mais lindo e completo do mundo. Deveria ser um espelho para todos os campeonatos.”

QUANDO RESOLVI QUE SERIA JOGADOR

“Em 2012, quando saí de casa para viver de basquete em São Paulo. Acho que foi nesse momento que parei de tratar o basquete como lazer e comecei a levar mais a sério isso.”

O QUE POUCA GENTE SABE SOBRE MIM, MAS QUE TEM TUDO A VER COM MINHA RELAÇÃO COM O BASQUETE

“Sou amigo pra toda hora ou pau pra toda obra, como diz o ditado popular. Tanto dentro como fora de quadra. Se precisarem de alguma ajuda minha, eu me desdobro por inteiro se for necessário. Acho que é semelhante ao Wesley jogando basquete e defendendo as cores do clube que atua.”

ALGO QUE VIVI E NUNCA ME ESQUECEREI

“Os momentos de dificuldades antes da minha primeira temporada no Minas. Foram meses sem contratos e um futuro 100% incerto. Com certeza nunca foi esquecer. Foi um aprendizado gigante e ajudou a ver quem realmente estava do meu lado e confiava no meu potencial.”

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