11 pontos para se ficar de olho em 2018

Luís Araújo

Teremos um novo Cavs x Warriors na final da NBA?

Em 2017, os dois times foram responsáveis por fazer a NBA ter, pela primeira vez em sua história, uma mesma final por três anos consecutivos. Foi mais do que isso: ambos passearam em suas respectivas conferências antes de se encontrarem na decisão, passando pelos seus adversários sem serem verdadeiramente desafiados. Claro, a coisa poderia ter sido um pouco diferente se o Boston Celtics tivesse segurado aquela vantagem no Jogo 4 da final do Leste, o que empataria a série, ou se Kawhi Leonard não tivesse se machucado no Jogo 1 da final do Oeste, em um momento no qual o San Antonio Spurs estava no controle da partida.

Mas nada disso aconteceu, o que só reforça a expectativa para esse ano. Será que veremos alguém ao menos ameaçar o fim do reinado de LeBron no Leste, que já dura desde 2011? E alguma equipe conseguirá encontrar alguma resposta para a dominância do Warriors, com um jeito de jogar que chegue a colocar pulgas atrás da orelha dos atuais campeões?

O novo “All-Star Game”

Depois de a edição de 2017 entre Leste e Oeste ter conseguido ser ainda mais chata e sem graça do que as anteriores, a NBA decidiu mudar o formato do evento. Os 24 selecionados para o “All-Star Game” continuarão tendo 12 representantes de cada conferência, mas a distribuição dos times será feita a partir das escolhas dos dois jogadores mais votados pelo público.

Na primeira parcial divulgada pela NBA, Giannis Antetokounmpo e Kevin Durant aparecem como líderes em votos. Se continuar assim, serão esses dois os cabeças dos times do “All-Star Game”. Como seriam essas escolhas deles? Como ficariam os times? E será que essa mudança conseguirá deixar o evento um pouco mais interessante?

O próximo passo de LeBron James

Há quem não consiga imaginá-lo saindo de Cleveland pelo resto da carreira, em que pesem os contratos de um ano atrás de contratos de um ano. Há também quem acredite em uma nova mudança de ares — ainda mais porque Jackie MacMullan, da ESPN dos EUA, apurou que LeBron se recusou a garantir a permanência depois de julho de 2018 em uma conversa com Dan Gilbert, dono do Cavs, durante a época em que a franquia explorava trocas envolvendo Kyrie Irving.

Ainda é cedo, tem toda uma temporada pela frente até lá, muita coisa pode mudar. A única certeza é que todo mundo terá motivo para acompanhar o desfecho desta história quando julho chegar.

Os destinos de outras grandes estrelas

Não é só LeBron James que pode mudar de ares em julho. Algumas outras estrelas de grande porte também estarão no mercado de agentes livres quando a atual temporada da NBA terminar. Tem DeMarcus Cousins, que foi uma cartada do New Orleans Pelicans no meio da temporada passada para tentar mostrar a Anthony Davis que as coisas estão caminhando. Tem Chris Paul, que em julho de 2017 decidiu exercer mais um ano do seu contrato para poder se juntar a James Harden em Houston. Tem também a dupla Carmelo Anthony e Paul George, que foram adquiridos pelo Oklahoma City Thunder via troca antes do último ano de seus contratos.

Destes astros todos, quantos continuarão em seus respectivos times? Quais deles teriam motivos para mudar de casa após os playoffs? Além deste pessoal todo, Kevin Durant tem um “player option” em seu contrato. É difícil demais imaginá-lo saindo do Golden State Warriors, é claro. Mas vai saber, né? Não custa nada ficar de olho.

O futuro de Mario Hezonja

O croata parecia uma ótima promessa no Barcelona e até demonstrava excesso de confiança no próprio taco antes do Draft de 2015, mas nunca conseguiu se firmar na rotação do Orlando Magic desde que chegou na NBA. De vez em quando até sai do banco e mostra alguma flash interessante, mas nada muito consistente.

O Magic, um time de elenco confuso e que não tem o desenvolvimento de jovens como uma de suas características mais marcantes, já optou por não estender o contrato de Hezonja depois desta temporada. Parece difícil que ele continue em Orlando depois de julho. Se for o caso, resta saber se alguma outra equipe da NBA vai apostar nele ou se o jeito será voltar para a Europa.

O retorno de Jabari Parker

Havia uma grande expectativa em cima do ala antes do Draft de 2014, o que o levou a ser selecionado pelo Milwaukee Bucks na segunda escolha. Mas logo no primeiro ano de NBA apareceu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, que o mandou para a mesa de cirurgia e o deixou um longo período fora das quadras. Esse mesmo problema, no mesmo joelho, voltou a assombrá-lo em fevereiro de 2017.

Quando isso aconteceu, Parker tinha média superior a 20 pontos por jogo pela primeira vez na carreira e vinha apresentando uma melhora animadora nos arremessos mais distantes. Muito mais do que o encaixe em um time competitivo e que briga por mando de quadra nos playoffs, a curiosidade em torno desta volta de Parker após um ano parado é saber se ele terá condição de retomar esse desenvolvimento pessoal, mesmo depois de um problema tão complicado em um joelho que já estava baleado.

Draft da NBA

Luka Doncic já era visto com bons olhos por executivos da NBA e se tornou ainda mais queridinho depois do que fez durante a conquista da Eslovênia no EuroBasket. O ala-armador do Real Madrid é só um dos nomes badalados da próxima safra de calouros da NBA, considerada bastante forte. Além dele, também aparecem nos sonhos dos times de pior campanha na atual temporada gente como os pivôs DeAndre Ayton (Arizona) e Mohamed Bamba (Texas), o ala Marvin Bagley (Duke) e o armador Trae Young (Oklahoma). Tem ainda o ala Michael Porter, de Missouri, que precisou passar por uma cirurgia e deverá perder toda a temporada universitária. Será que isso vai afetar os planos dele para o Draft de 2018? Porque em condições normais ele apareceria como forte candidato a ser escolhido na primeira posição.

Franca recheado de estrelas

A expectativa em torno deste time já era alta antes do início do Paulista, quando Franca contratou Léo Meindl e Jefferson, que tinham acabado de vencer o NBB por Bauru. Aí, já com a temporada em andamento, vieram os acertos com Leandrinho e Rafa Luz, jogadores de seleção brasileira. Isso sem falar na possibilidade de Anderson Varejão, que o Cafe Belgrado apurou que esquentou de vez. As expectativas então só aumentaram e ficaram enormes, proporcionais ao investimento que foi feito. Resta saber como isso vai funcionar em quadra e se todo esse esforço irá mesmo resultar em título. Porque dá para dizer com alguma segurança que qualquer coisa abaixo disso seria considerado uma decepção.

A despedida de Marcelinho Machado

A vitória do Flamengo sobre o Vasco no clássico carioca que encerrou as atividades do basquete brasileiro em 2017 mostrou o quanto o veterano ainda é capaz de ser decisivo. De qualquer maneira, essa temporada será a última dele como profissional. Quem o admira tem mais alguns meses para curtir as atuações dele. Quem tem alguma birra, pelo motivo que for, tem um tempo ainda para deixar essa bobagem para trás e apreciar as coisas boas que Marcelinho apresenta por aqui. No fim das contas, não importa o ponto em que a campanha do Flamengo parar no NBB: existe a garantia de que veremos o fim de uma história especial quando o Flamengo jogar pela última vez na temporada.

 

As eliminatórias para a Copa do Mundo masculina

A trajetória da seleção masculina sob o comando de Aleksander Petrovic começou bem, com duas vitórias tranquilas sobre Chile e Venezuela, mas foram só os dois primeiros passos da caminhada. O caminho para se garantir na Copa do Mundo de 2019 ainda reserva muitas outras etapas. O treinador espera conquistar uma classificação sem sustos. Será que isso vai mesmo acontecer? Além dos resultados em si, será curioso continuar acompanhando quais jogadores terão oportunidades com ele e a cara que essa seleção terá com Petrovic ao longo do tempo.

Mundial feminino

A edição acontecerá em setembro. O Brasil está fora dessa, depois do quarto lugar na Copa América. O favoritismo é todo dos EUA, é claro. A seleção norte-americana não perde uma partida nesta competição desde a semifinal de 2006, quando caiu para a Rússia. A tendência é que essa sequência de vitórias não se quebre agora, tendo em vista o grau de dominância apresentado na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas será que algum outro país passará perto de incomodar? Vale a pena também ficar de olho na Espanha, que vem de pratas no Mundial de 2014 e na Olimpíada de 2016.

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