As últimas trocas da temporada da NBA

Luís Araújo

Acabou o prazo para trocas nesta temporada 2017/18 na NBA. Isso significa então que é hora de fazer uma análise geral por aqui sobre tudo o que aconteceu, tentando entender a motivação por trás de cada uma das ações de todo mundo que se mexeu no mercado — desde as séries de negociações que levaram a uma remodelagem do Cleveland Cavaliers até aquelas que passaram batidas por muita gente e que dificilmente terão algum impacto.

A última movimentação que tinha sido analisada por aqui foi a que levou Nikola Mirotic ao New Orleans Pelicans. Então esse apanhado de análises reúne não só as negociações que foram fechadas horas antes de o prazo se encerrar, mas também algumas outras que já tinham acontecido nos dias anteriores.

Vamos lá.


Brooklyn Nets x Milwaukee Bucks

Nets recebe:
Rashad Vaughn – US$ 1,9 milhão expirante
Escolha de segunda rodada do Draft deste ano – com proteção entre as posições 31 e 47

Bucks recebe:
Tyler Zeller – US$ 1,7 milhão nesta temporada, “team option” de US$ 1,9 milhão em 2018/19

Zeller oferece ao Bucks uma opção para a posição de pivô dentro do elenco, algo que a franquia estava buscando para a sequência da temporada. Para fazer a troca funcionar em questões de salário, mandou o contrato de Vaughn, ala-armador que foi escolha de primeira rodada no Draft de 2015, mas que estava fora da rotação em Milwaukee.

A real compensação mesmo para o Nets foi a escolha de segunda rodada, que se não for usada neste ano será convertida em uma de segunda rodada no Draft de 2020.


Charlotte Hornets x New York Knicks

Hornets recebe:
Willy Hernangomez – US$ 1,4 milhão nesta temporada, US$ 1,5 milhão em 2018/19 e US$ 1,5 milhão em 2019/20

Knicks recebe:
Johnny O’Bryant – US$ 1,5 milhão expirantes
Duas escolhas de segunda rodada do Draft (uma de 2020, a outra de 2021)

O’Bryant não está nos planos do Knicks. Entrou no pacote só para fazer os salários baterem e viabilizar a troca. A compensação que importa para o time nova-iorquino é o par de escolhas de segunda rodada. Isso pode parecer pouco por um pivô que mostrou coisas bem interessantes enquanto novato na temporada passada, mas também é verdade que ele não estava jogando e que já estava declarando publicamente que queria sair. Sendo assim, é melhor deixá-lo sair logo e ainda ganhar dois ativos para se trabalhar no futuro.

Já o Hornets preferiu apostar no que viu do espanhol enquanto novato, entendendo que o valor dele é superior ao que se poderia obter com essas duas escolhas futuras. Isso até faz sentido, mas o problema é que Hernangomez chega em um time que já tem Dwight Howard e que também paga mais de US$ 12 milhões por ano para ter Cody Zeller como reserva. É difícil imaginá-lo recebendo muito mais oportunidades do que vinha tendo em Nova York.


Cleveland Cavaliers x Los Angeles Lakers

Cavaliers recebe:
Jordan Clarkson – US$ 11,5 milhões nesta temporada, US$ 12,5 milhões em 2018/19 e US$ 13,4 milhões em 2019/20
Larry Nance Jr – US$ 1,4 milhão nesta temporada, US$ 1,7 milhão em 2018/19 e “qualifying offer” de US$ 3,4 milhões em 2019/20

Lakers recebe:
Isaiah Thomas – US$ 6,2 milhões expirantes
Channing Frye – US$ 7,4 milhões expirantes
Escolha de primeira rodada do Cavs no Draft de 2018

De acordo com uma apuração do Amico Hoops, o Cavs via Thomas como uma presença “tóxica” tanto dentro de quadra como fora dela. Qualquer coisa boa que ele pudesse oferecer ao ataque acabava ficando em segundo plano, tamanho era o buraco que ele vinha abrindo defensivamente. Com relação a Frye, era o contrário. O impacto positivo que ele levava no dia a dia deixaram Dan Gilbert, proprietário da franquia, e Koby Altman, gerente-geral, hesitantes em incluí-lo no pacote para Los Angeles.

Mas não teve jeito. Frye acabou sendo mandado para Los Angeles porque não havia outra maneira de fazer os salários baterem e porque a Gilbert e Altman encararam a oportunidade de contar com essa dupla do Lakers como boa demais para se deixar passar. Nance é bom defensor e se mexe bastante sem bola, é uma alternativa bem interessante para as experiências que Lue fizer nas rotações. Clarkson pode ser um bom pontuador vindo do banco, mas levanta dúvidas sobre o encaixe ao lado de LeBron James por ser alguém que aparenta precisar muito da bola nas mãos e por não ser grande coisa arremessando com espaço e em situações de “catch and shoot”. Sem falar no fato de ele ter mais dois anos de contrato.

Bom também para o Cavs que a escolha do Brooklyn Nets não precisou ser envolvida. Já que alguma teria de entrar no pacote para o negócio sair, que seja então a da própria franquia, que não será de loteria. O Lakers, por sua vez, volta a ter uma escolha de primeira rodada, já que a aquela que teria neste ano irá para o Boston Celtics.

Além disso, a transação abre espaço na folha salarial. Pode-se discutir se esse caminho é mesmo o melhor a ser seguido. Mas é uma decisão coerente com a linha de pensamento que Magic Johnson e Rob Pelinka adotaram ao final da temporada passada. Para quem mandou D’Angelo Russell para o Brooklyn Nets só para poder também se desfazer de Timofey Mozgov, é uma movimentação que faz sentido.


Cleveland Cavaliers x Miami Heat

Cavaliers recebe:
Escolha de segunda rodada do Draft de 2022 – com proteção para as primeiras 55 posições

Miami Heat recebe:
Dwyane Wade – US$ 2,3 milhões expirantes

Wade tinha dito que gostaria de encerrar a carreira onde começou. A temporada dele não vinha sendo um desastre ao ponto de precisar ser cortado de qualquer maneira. Mas também há uma informação interessante apurada por Dave McMenamin, da ESPN norte-americana, que ajuda a entender melhor o que aconteceu: com as aquisições de Jordan Clarkson e Rodney Hood e a tendência de que Cedi Osman ocupe um espaço cada vez maior na rotação, o Cavs entendeu que o papel de Wade diminuiria e, por isso, quis “fazer a coisa certa” para ele.

Mandá-lo de graça ao Heat, então, parece ter sido um favor ao veterano. Ele não só terá a chance de aproveitar um pouco mais do carinho de uma torcida que o idolatra como também poderá ser útil dentro de quadra, especialmente no papel de pontuador em retas finais de partidas apertadas.


Cleveland Cavaliers x Sacramento Kings x Utah Jazz

Cavaliers recebe:
Rodney Hood – US$ 2,3 milhões nesta temporada e “qualifying offer” de US$ 3,4 milhões em 2018/19
George Hill – US$ 20 milhões nesta temporada, US$ 19 milhões em 2018/19 e US$ 18 milhões em 2019/20

Kings recebe:
Iman Shumpert – US$ 10,3 milhões nesta temporada e “player option” de US$ 11 milhões em 2018/19
Joe Johnson – US$ 10,5 milhões expirantes
Uma escolha de segunda rodada do Cavs (via Miami Heat) no Draft de 2022

Jazz recebe:
Jae Crowder – US$ 6,8 milhões nesta temporada, US$ 7,3 milhões em 2018/19 e US$ 7,8 milhões em 2019/20
Derrick Rose – US$ 2,1 milhões expirantes

Vamos começar pela parte mais simples desta troca: pelo Kings. A escolha de segunda rodada pode ser útil um dia? Talvez. Mas foi uma movimentação com o único objetivo de se conseguir um pouco mais de flexibilidade financeira. Hill estava insatisfeito por fazer parte de um time em reconstrução e que limitasse seus minutos em quadra, então fazia sentido negociá-lo. Agora ao invés de pagar cerca de US$ 20 milhões por ano até 2020, a franquia terá US$ 10,5 milhões se abrindo no teto salarial já ao final desta temporada e ficará com um outro contrato na faixa dos US$ 10 milhões que terá pelo menos mais um ano de duração — pode até ser que o vínculo com Shumpert termine antes, caso ele não exerça a “player option” em 2019, mas é difícil imaginar que isso ocorra.

Johnson, que tem contrato expirante, será dispensado e poderá se juntar a um contender. O Jazz mesmo já planejava dar um “buyout” nele, mas precisou incluir neste pacote para receber as peças que recebeu, deixando para o Kings a tarefa de deixá-lo livre no mercado. Shumpert, assim como era o caso de Hill, também não faz sentido em um elenco recheado de jovens em desenvolvimento. Mas ele tem um contrato que termina pelo menos um ano antes, o que já dá uma certeza de uma maior flexibilidade financeira ao Kings.

Para o Jazz, Rose não tem importância. Ele não está nos planos e entrou no meio disso tudo só para viabilizar a troca. Logo será dispensado. É triste ver o que as lesões fizeram um ex-MVP virar antes dos 30 anos, mas ele realmente não faz sentido neste time de Quin Snyder. A grande aposta da franquia nesta movimentação foi em cima de Crowder, que vinha chutando bem pior e causando um impacto defensivo quase nulo em um time que como um todo marcava muito mal. A esperança é que ele possa voltar a se aproximar do nível que apresentava nos tempos de Boston. Não é difícil imaginar esse tipo de encaixe, principalmente na defesa. O que o tornaria um retorno aceitável por Hood, que seria agente livre em julho. Sua renovação demandaria uma boa grana para quem já está acima do teto salarial e que se encontra longe das grandes potências da liga.

E finalmente chegamos ao Cavs, que vai precisar tomar uma decisão importante quanto ao contrato de Hood daqui a pouco menos de cinco meses e que ficou com mais salários garantidos para os próximos anos. Mas tudo bem para uma franquia de mentalidade focada no presente para aproveitar LeBron James e que dá sinais de que não vai implodir tudo mesmo se ele sair em julho.

Hill era um alvo do pessoal de Cleveland já há algumas semanas. É verdade que o armador estava longe da sua melhor fase em Sacramento, mas também é importante levar em conta o nível de frustração que ele sentia lá, tendo até expressado isso publicamente algumas vezes. Em uma equipe mais competitiva, dá para imaginá-lo em um nível mais próximo ao que mostrou no Jazz, no ano passado, servindo como alguém capaz de cumprir as posições um e dois, entregar boa defesa de perímetro, especialmente em “pick and roll” (um ponto especialmente frágil deste time) e ajudar a abrir a quadra com LeBron James por ser uma ameaça em bolas de três. As chances de encaixe são boas, mas se ele não funcionar, o Cavs terá um mico de aproximadamente US$ 20 milhões anuais até 2020. Então, definitivamente, há um risco aí.

Hood também pode ser encarado como uma boa aquisição ao Cavs. É um jogador ainda irregular algumas vezes, principalmente na defesa, mas dá para dizer com segurança que existe um potencial nele para virar um bom “3 and D”. E nem é só isso: tem sido visível nas últimas semanas o desenvolvimento dele em jogada com a bola nas mãos, seja criando oportunidades de cesta a partir do “pick and roll” ou mesmo em lances em que é acionado em movimento depois de receber um bloqueio sem bola.

É claro que existem riscos aí, mas o Cavs conseguiu dois jogadores com boas chances de virarem bastante úteis se desfazendo de peças que não vinham rendendo. Crowder, como já dito, estava longe de causa o impacto dos tempos de Boston. Rose nunca se encaixou neste elenco, algo que já era muito fácil de se imaginar desde o dia em que foi contratado. E Shumpert praticamente não jogou até agora na temporada por causa de um problema no joelho esquerdo. É alguém que já teve seu valor no passado, mas que agora não fará falta.


Chicago Bulls x Detroit Pistons

Bulls recebe:
Willie Reed – US$ 1,4 milhão expirante
Direito de inverter com o Pistons as escolhas de segunda rodada no Draft de 2022

Pistons recebe:
Jameer Nelson – US$ 2,2 milhões expirantes

Um dos jogadores que acompanhou Blake Griffin no caminho de Los Angeles a Detroit e que só entrou no negócio para completar o pacote acabou sendo transformado em alguém que de fato será mais útil à rotação. Jameer Nelson é veterano, claro, mas mostrou nestes últimos meses que ainda capaz de ajudar em minutos reduzidos, seja organizando mesmo o ataque ou servindo como opção para os chutes de três.

Reed foi para Chicago só para bater os salários. Logo será dispensado. A única compensação por quebrar o galho do Pistons e ajudar Nelson a encontrar um lugar melhor foi o direito de ficar com a melhor das escolhas de segunda rodada do Draft de 2022. É alguma coisa, mas parece ser quase nada também. Mais uma vez, o Bulls foi incapaz de acumular escolha de Draft, algo importante para qualquer equipe em reconstrução.


Detroit Pistons x Memphis Grizzlies

Pistons recebe:
James Ennis – US$ 3,3 milhões expirantes

Grizzlies recebe:
Brice Johnson – US$ 1,3 milhão expirante
Escolha de segunda rodada que sobrar para o Pistons no Draft de 2022

Vale repetir o que foi dito na troca anterior: o Pistons conseguiu pegar um troco que recebeu junto com Blake Griffin na troca que fez com o Los Angeles Clippers e transformar em alguém que pode contribuir imediatamente com a luta por um lugar nos playoffs do Leste. Johnson até tem algum potencial intrigante que pode dar em alguma coisa minimamente interessante em Memphis, mas Ennis tem tudo para ser muito mais útil para a rotação de Stan Van Gundy com sua capacidade de marcar múltiplas posições e ainda entregar bolas de três em um ritmo aceitável.

Para o Grizzlies, resta a esperança de conseguir desenvolver alguma coisa de Johnson até o fim da temporada. Ele e a escolha de segunda rodada podem parecer pouca coisa por Ennis, mas acabou sendo melhor do que nada por um jogador expirante e que poderia sair de graça.


Chicago Bulls x Portland Trail Blazers

Bulls recebe:
Noah Vonleh  – US$ 4 milhões nesta temporada, “qualifying offer” de US$ 4,7 milhões em 2018/19

Blazers recebe:
Os direitos de Draft sobre Milocan Rakovic – escolhido em 2007

Rakovic já passou dos 30 anos e nunca vai jogar na NBA. Na prática, Vonleh foi trocado por absolutamente nada. O Bulls terá a chance de avaliar um jogador de 22 anos que entrou na liga em 2014 com a promessa de virar um “stretch four” e com bom potencial defensivo, mas que até agora não conseguiu se firmar. Se for bem nesta experiência, ótimo. Pode continuar em Chicago. Se não, basta esperar a temporada acabar para o contrato dele parar de valer. Como o Bulls está abaixo do teto salarial, não tem problema nenhum recebê-lo.

Pelos lados do Blazers, o grande lance deste negócio é a economia. A franquia deixa de extrapolar a “luxury tax”, o que significa parar de pagar multa à NBA — e que parece ser um grande desperdício de dinheiro para um time que está longe das principais potências da liga.


Sacramento Kings x Toronto Raptors

Kings recebe:
Bruno Caboclo – US$ 2,4 milhões nesta temporada e “qualifying offer” de US$ 3,5 milhões em 2018/19

Raptors recebe:
Malachi Richardson – US$ 1,5 milhão nesta temporada, US$ 1,5 milhão em 2018/19, “team option” de US$ 2,5 milhões em 2019/20 e “qualifying offer” de US$ 3,7 milhões em 2020/21

O Raptors já estava cansado de apostar em Caboclo e decidiu dar uma chance a um outro jovem, que tem certo potencial de funcionar bem como “3 and D”, que pode render melhor em um time mais organizado e que pode ser mantido para os próximos dois anos por um salário baixo.

No Kings, a tendência era que Richardson continuasse tendo muito pouco tempo de quadra, já que a concorrência entre jovens no perímetro é pesada. Então a franquia aceitou abrir mão dele e dar mais um passo rumo a uma maior flexibilidade financeira, já que o brasileiro será agente livre ao final da temporada. É muito difícil imaginar a permanência dele. Mas, em todo o caso, o Kings decidiu mantê-lo para ver o que acontece nestes dois meses de campeonato. No improvável caso de Caboclo explodir de vez de uma hora para a outra, será alguém de uma posição diferente em quem o time poderá investir.


Dallas Mavericks x Denver Nuggets x New York Knicks

Mavericks recebe:
Doug McDermott – US$ 3,2 milhões nesta temporada e “qualifying offer” de US$ 4,5 milhões em 2018/19

Nuggets recebe:
Devin Harris – US$ 4,4 milhões expirantes
Escolha de segunda rodada do Knicks do Draft de 2018

Knicks recebe:
Emmanuel Mudiay – US$ 3,4 milhões nesta temporada, US$ 4,2 milhões em 2018/19 e “qualifying offer” de US$ 5,7 milhões em 2019/20
Escolha de segunda rodada do Nuggets do Draft de 2018

É mais fácil começar entendendo a motivação do Mavericks. Em um time em reconstrução e com planos mais voltados para o futuro, faz muito mais sentido dar uma chance a McDermott do que manter Harris — ainda que tenha um contrato expirante. Não é difícil imaginar o encaixe dele em um time que usa tanta movimentação sem bola e que pode se beneficiar dos arremessos de longe. Dependendo de como isso funcionar, dá para mantê-lo para os próximos anos. Se não, é só romper os laços ao final desta temporada mesmo, como já seria possível fazer com Harris.

O foco no Nuggets é diferente. É voltado a resultados mais imediatos. Depois de bater na trave no ano passado e dos investimentos que fez antes da atual temporada começar, esse time precisa confirmar a classificação aos playoffs do Oeste desta vez. Por isso, para um rendimento melhor neste momento, faz muito mais sentido ter no elenco um armador como Harris, capaz tanto de organizar as ações ofensivas como de jogar sem a bola nas mãos, do que um jovem inconstante como Mudiay.

No caso do Knicks, dá para entender a aposta em Mudiay. É um jovem que tem sido classificado como uma decepção até agora, mas que ainda pode render muito mais do que vem apresentando até agora. Pode ser também uma experiência mais barata para o futuro do que McDermott, já que esse time não vai a lugar algum enquanto Kristaps Porzingis estiver se recuperando de uma lesão no joelho que o afastará das quadras por um longo tempo.

O que causa dúvida nesta história é a lembrança de que o Knicks usou a escolha de primeira rodada do último Draft para pegar Frank Ntilikina, um outro armador que ainda aparenta estar bem cru. Talvez comam minutos um do outro, talvez consigam jogar juntos sem comprometer o espaçamento ofensivo. Vai saber. Está nas mãos de Jeff Hornacek agora fazer experiências para descobrir essas respostas.


Atlanta Hawks x Miami Heat

Hawks recebe:
Okaro White – US$ 1,3 milhão expirante

Heat recebe:
Luke Babbitt – US$ 1,9 milhão expirante

O Hawks já dispensou White. A troca só serviu para a equipe de Atlanta dar mais espaço para jovens na rotação e para ajudar o Heat, que ganha mais um jogador grande capaz de abrir a quadra com chutes de longa distância — coisa que Erik Spoelstra tanto gosta e tanto consegue aproveitar.


Orlando Magic x Phoenix Suns

Magic recebe:
Escolha de segunda rodada do Draft de 2018

Suns recebe:
Elfrid Payton – US$ 3,3 milhões nesta temporada, “qualifying offer” de US$ 4,5 milhões em 2018/19

Desde que se desfez de Eric Bledsoe no começo da temporada, o Suns era um time que ainda estava aberto a testes com armadores. Payton provavelmente continuará recebendo muitos minutos e terá a chance de mostrar utilidade, o que deverá passar bastante pelo encaixe ao lado de Devin Booker no ataque.

Para o Magic, que tem vários outros jogadores no elenco que rendem com a bola nas mãos no ataque e arremessam bem melhor, fazia sentido romper os laços com Payton. Ninguém daria uma escolha de primeira rodada por ele. Então a franquia pegou uma de segunda mesmo e pronto.


Brooklyn Nets x New Orleans Pelicans

Nets recebe:
Dante Cunningham – US$ 2,3 milhões expirantes

Pelicans recebe:
Rashad Vaughn – US$ 1,9 milhão expirantes

Cunningham já tinha manifestado o desejo de sair de Nova Orleans e encontrar novos ares. O Pelicans atendeu esse pedido e pegou em troca um armador jovem, que também tem contrato expirante, e que custa um pouco menos. Para um time com folha salarial tão apertada e que já se encontra acima da “luxury tax”, é uma diferença importante.


Atlanta Hawks x Washington Wizards

Hawks recebe:
Sheldon Mac – US$ 1,3 milhão expirante

Wizards recebe:
Escolha de segunda rodada do Draft de 2019

Mais uma movimentação que o Hawks fez para ajudar outro time, até porque Mac será dispensado e continuará a se tratar de uma lesão no tendão de Aquiles em Washington mesmo. Para o Wizards, foram só vantagens: a troca rendeu um alívio na folha salarial, abriu um espaço no elenco que pode ser preenchido depois com algum jogador que for cortado de outra equipe.

A escolha futura é altamente protegida e só foi incluída no pacote para viabilizar o negócio, já que Mac não poderia ir para Atlanta em troca de nada.

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