Como cada time sai da “trade deadline”

Autor Convidado

*Texto enviado por Paulo Victor Lopes


QUEM TENTOU MELHORAR

Philadelphia 76ers
Nota: a dança do Sam Cassell (10/10)
Trocas:
– Markelle Fultz por Jonathan Simmons, 1st OKC 2019 (prot top 20), 2nd CLE 2019
– Landry Shamet, 1st PHI 2020, 1st MIA 2021, 2nd PHI 2021 e 2nd PHI 2023 por Tobias Harris, Boban Marjanovic e Mike Scott
– Uma pick swap por James Ennis

Todo mundo já não aguenta mais ler que o 76ers chegou ao fim do processo. Quase uma temporada depois do pesadelo com Colangelo e o escândalo do fake no Twitter e a chegada de Elton Brand pra comandar a franquia, posso imaginar com muita facilidade o novo chefe do Sixers fazendo a “big ball dance”, popularizada pelo Sam Cassell, dentro dos escritórios da Filadélfia.

O Sixers é real. Pode renovar Jimmy Butler e Tobias Harris pra manter um time forte por anos a fio e mantém um banco confiável com McConnell, Korkmaz, Simmons, Ennis, Bolden, Scott, Boban e Johnson, todos podem contribuir com os minutos que sobrarem do quinteto titular. Pode se argumentar que o Sixers arriscou muito alto, perdendo algumas peças valiosas de futuro pra ter dois agentes livres irrestritos que podem ir embora sem olhar pra trás na offseason, mas acredito a tentativa seja louvável, colocando definitivamente a franquia no topo do Leste.

No final das contas, eles economizam um dinheiro na troca do Fultz, trazendo Simmons, defensor de elite com contrato perfeito (menos de 6 milhões por ano por esse e mais um ano), e traz duas escolhas que serão top 35 pro próximo draft. É, com certeza, o maior vencedor da deadline e o time que mais agregou valor durante essa temporada inteira.

Toronto Raptors
Nota: Buy low é com Masai Ujiri (8,5/10)
Trocas:
– Jonas Valanciunas, Delon Wright, CJ Miles, 2nd TOR 2024 por Marc Gasol
– Greg Monroe e uma 2nd pelo astro Cash Consideration

E que monte-se o big 3! O Toronto Raptors passou a temporada inteira chamando atenção por ter conseguido transformar Pascal Siakam e Serge Ibaka em um garrafão que se movimenta bem e não traz problema na defesa, mas Masai Ujiri é o rei das oportunidades de mercado e trouxe mais uma estrela nessa situação: Marc Gasol é um Raptor. E faz todo sentido.

Agora, o Raptors tem um dos melhores armadores da NBA, um dos melhores alas da NBA e um dos melhores pivôs da NBA. Gasol teve como preço alguma profundidade de elenco, mas, por outro lado, traz ao Raptors uma face nova. Gasol pode ser mais uma estrela pra arrumar pontos na marra, uma âncora defensiva que é um dos melhores (únicos) defensores de Joel Embiid da NBA e torna o Raptors um time muito mais chato pra se enfrentar nos playoffs.

Um aspecto que pode ser importante e subestimado é o fato do Raptors estar demonstrando esforço de sempre melhorar o time, se colocando como uma força pra atrair Kawhi Leonard nessa offseason, principalmente com a concorrência pesada de Clippers, Lakers, Knicks, Nets e todo mundo que pode oferecer contratos máximos.

Milwaukee Bucks
Nota: Time a ser batido no Leste (8/10)
Trocas:
– Thon Maker, Jason Smith e 2 2nds MIL e 2 2nds WAS por Nikola Mirotic

Mirotic vai ser só mais uma engrenagem da companhia ilimitada que o grego tem ao seu lado. Minha hot take é de que LeBron James nunca teve ao seu redor um elenco melhor do que Giannis Antetokunmpo tem ao seu redor hoje. Bledsoe, Hill, Brogdon, Middleton, Ilyasova, Lopez, a chegada de Mirotic e o comando de Mike Budenholzer. Bela troca do Bucks.

Sacramento Kings
Nota: Até parece que não é o Sacramento Kings! (7,5/10)
Trocas:
– Justin Jackson e Zach Randolph por Harrison Barnes
– Iman Shumpert por Alec Burks
– Skal Labissiere por Caleb Swanigan

A última vez que o Kings fez um movimento ruim foi draftar Marvin Bagley III na frente de Luka Doncic, mas, convenhamos, não tinha como saber. A MIFO (Most Improved Front Office, ou, no bom português, diretoria que mais evoluiu) finalmente vem dando um time para Sacramento torcer e a troca por Harrison Barnes sacramenta isso.

No momento, o Kings ocupa a nona posição no Oeste, tem uma boa evolução em Fox, Hield, Bogdanovic e outros jogadores, traz um jogador para ser um dos centros da franquia e pode ter quase 40 milhões em espaço salarial para trazer complementos na próxima offseason.

Dallas Mavericks
Nota: A gente precisa de um apelido pra Doncic e Porzingis antes que o letão vá embora (6/10)
Trocas:
– Dennis Smith Jr., DeAndre Jordan, Wes Matthews, DAL 1st 2021, DAL 1st 2023 (prot top 10) por Kristaps Porzingis, Tim Hardaway Jr. e Courtney Lee
– Harrison Barnes por Justin Jackson e Zach Randolph

A internet quase quebra quando chegou a notícia de que a gente vai assistir Doncic e Porzingis jogando juntos. Depois chegou a notícia de que Porzingis não deve jogar nessa temporada. Depois chegou a notícia de que Dallas não estava na lista dos times que Porzingis assinaria renovação. Depois chegou a notícia de que provavelmente ele assinará a qualifying offer, que é um contrato de um ano que propicia que ele vire agente livre no fim da temporada. Diante de todos os alertas vermelhos, ainda se há a esperança: Dallas só perdeu um jogador que não queria estar lá, 2 expirantes e duas escolhas de primeira rodada de daqui a 24 anos, foi uma ótima aposta.

Entrando em consonância com a construção que estão pensando, o Mavericks trocou o contrato seboso do Harrison Barnes por um ala jovem e barato e um senhor de idade que deve se aposentar no fim da temporada, e isso foi uma jogada de mestre. O Dallas fica a alguns pequenos movimentos de poder oferecer um contrato máximo nessa offseason além do (provável) contrato do Porzingis e montar um megazord bacana de assistir.

O problema é a concorrência com uns 25 times que também têm esse espaço de contrato máximo pra oferecer, mas imagina que você é um agente livre irrestrito e o Doncic liga pra você na offseason chamando pra jogar com ele? E imagina se seu nome é Kevin Durant? E imagina se você jogou em uma universidade no Texas?!

Los Angeles Lakers
Nota: A grande decepção (1/10)
Trocas:
– Ivica Zubac e Michael Beasley por Mike Muscala
– Svi Mykhailiuk e 2nd LAL 2021 por Reggie Bullock

O Lakers permitiu que vazassem ofertas expondo que foram oferecidos TODOS os jogadores da franquia que não se chamam LeBron James e Kentavious Caldwell-Pope em trocas que trariam Anthony Davis. Isso renasceu os comentários idiotas de Lavar Ball, tirou a confiança de alguns jogadores, fez com que houvessem gritos de “LeBron vai te trocar” nos lances livres de Brandon Ingram e, no final, trocaram Ivica Zubac, que é xodó da torcida, pelo MIKE MUSCALA. O Lakers abre um espaço no elenco que deve ser preenchido com algum agente livre e o nome mais cotado é de Carmelo Anthony que, talvez por acaso, é amigo de LeBron.

O Lakers conseguiu criar uma confusão interna gigantesca enquanto estão na décima posição do Oeste e o time que está a frente deles (Kings) foi um dos que mais se reforçaram na deadline. Pra falar da aquisição de Bullock, não parece que o Lakers vá renovar com ele no fim da temporada, mas ele deve ajudar na tentativa de chegar aos playoffs. É de se assustar que todos os movimentos da franquia que dependeram de Magic e Pelinka são ruins ou questionáveis.

Agora, o Lakers tem o Celtics como principal concorrente na briga pelo Anthony Davis e a primeira oferta que foi ventilada na mídia já é melhor do que qualquer oferta que tenha sido vazada envolvendo o Lakers. Vai ser um final de temporada difícil e uma offseason mais difícil ainda, mas o Lakers é o principal foco para agentes livres na próxima temporada e Anthony Davis, apesar de ser prioridade, não é o único jogador de elite que pode chegar em Los Angeles.

QUEM TENTOU ECONOMIZAR

Los Angeles Clippers
Nota: A gente não tem LeBron, nunca ganhou nada, mas estamos em LA. VENHA PRO CLIPPERS! (7,5/10)
Trocas:
– Tobias Harris, Boban Marjanovic e Mike Scott por Landry Shamet, 1st PHI 2020, 1st MIA 2021, 2nd PHI 2021 e 2nd PHI 2023
– Avery Bradley por Jamychal Green e Garrett Temple
– Mike Muscala por Ivica Zubac e Michael Beasley (dispensado)
– Dispensou Marcin Gortat

O Clippers viu três coisas ao mesmo tempo que fizeram a implosão ter sentido:
1. O time deles é legal, mas não vai a lugar nenhum;
2. A próxima classe de agentes livres é muito boa e eles poderiam pegar o rebote dos jogadores que querem ir pra Los Angeles e não vão caber no Lakers;
3. Ficaram com cagaço de morrer com Tobias Harris na mão pedindo um contrato máximo para renovar.

Diante dessas realidades, fez sentido pro Clippers abrir mão do Tobias Harris por escolhas de draft e Landry Shamet. O que surpreendeu foi aproveitar exatamente o mercado oposto e melhorar o time trocando Avery Bradley por Jamychal Green e Garrett Temple. Ok, o Clippers perdeu pela 4ª vez seguida o melhor jogador do time (Harris é o quarto de uma família que teve Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan) e parece que, novamente, não vai ter uma piora considerável em quadra.

Temple, Green, Zubac e Shamet são boas adições, Gallinari tá voltando de lesão pela 54ª vez na carreira e Avery Bradley atrapalhava mais do que ajudava. O Clippers ainda tem chance de chegar aos playoffs e ainda é, claramente, um dos 10 melhores times do Oeste. Daqui a alguns meses poderemos estar pintando o Clippers como o grande vencedor dessa deadline, se chegar aos playoffs e conseguir ao menos um agente livre de contrato máximo.

Miami Heat
Nota: Se eu não vou pra lugar nenhum, também não vou pagar passagem (5/10)
Trocas:
– Tyler Johnson e Wayne Ellington por Ryan Anderson

O Heat foi um dos times que se deu mal bem na época que o teto salarial cresceu de vez e gerou contratos terríveis (como por exemplo, do Mozgov, Biyombo, Dieng) porque tinha achado Tyler Johnson do nada e fez um contrato gigantesco com ele. Com esse boom, o Heat tinha uma das folhas salariais mais pesadas da NBA, então se desfez do contrato do Tyler Johnson e pegou o do Ryan Anderson, gerando uma economia de uns 5 milhões.

O que chama a atenção é o fato de que o Heat terminou não negociando Goran Dragic, que volta depois dos eventos de All Star e poderia auxiliar franquias como o Jazz.

Houston Rockets
Nota: Nada dá certo pra essa galera (3,5/10)
Trocas:
– Brandon Knight, Marquese Chriss e 1st HOU (protegida de loteria) por Iman Shumpert
– James Ennis por uma troca de picks de segunda rodada

Todos os movimentos do Rockets tiveram como perspectiva economia de dinheiro. O Rockets se livrou de James Ennis (o todo poderoso substituto de Trevor Ariza), Brandon Knight e Marquese Chriss pra trazer o substituto do substituto Trevor Ariza: Iman Shumpert. Ao abrir dois espaços no elenco, tudo indica que o Rockets finalmente adicione com contrato definitivo Danuel House, do curioso caso do two-way-bom-demais-pra-ser-verdade, e figure no mercado de agentes livres.

Eric Gordon é sobrevivente, depois de tanto alarde de que ele poderia ser trocado junto a uma gama de escolhas de primeira rodada (foi oferecido ao Wolves em outrora pelo Jimmy Butler somado a QUATRO escolhas) por alguma estrela.

O Rockets, enfim, continua na sinuca de bico de ter vindo de uma temporada praticamente perfeita e não conseguindo repetir o sucesso na atual, com a folha salarial lotada pelos próximos anos, mas se enche de esperança com a volta do Capela depois dos eventos da semana de All Star, um bom rendimento de Kenneth Faried na substituição de Capela e, obviamente, com a temporada histórica que James Harden vem fazendo.

Washington Wizards
Nota: Fechado para balanço (3/10)
Trocas:
– Otto Porter por Jabari Parker, Bobby Portis, CHI 2nd 2024
– Markieff Morris por Wesley Johnson

Como você já deve saber, John Wall vinha se recuperando de uma lesão no tornozelo que o tirou da temporada, aí levou um pipoco dentro de casa e rompeu o tendão de Aquiles, o que deve deixar ele praticamente de fora da PRÓXIMA temporada. Wall tem um dos piores contratos da NBA, ainda mais agora que será um jogador que rompeu tendão de Aquiles, sendo essa uma das lesões que mais complica o futuro do jogador que a tem. A resposta do Wizards a isso? Fechar pra balanço.

Otto Porter tem um contrato salgado e ia deixar o Wizards bem acima do teto salarial, implicando até em luxury tax. A troca propiciou a retirada do salário dele, fazendo com que o Wizards, após a provável recusa da opção que eles têm de mais um ano de contrato do Jabari Parker (20 milhões), tenha cerca de 20 milhões disponíveis na offseason. Esse dinheiro deve ser usado em parte para renovar com Tomas Satoransky.

O Wizards é bem confuso quanto a ouvir propostas, não se sabe ao certo se recebiam pelo Bradley Beal. É outro jogador que deve trazer interesse de quem tem espaço salarial e não conseguir agentes livres na próxima offseason se o Wizards receber ofertas que tragam contratos bons e escolhas de draft. Beal já deu a entender que quer ser trocado durante a temporada.

DE OLHO NO FUTURO

New York Knicks
Nota: Kevin Durant (7/10)
Trocas:
– Kristaps Porzingis, Tim Hardaway Jr. e Courtney Lee por Dennis Smith Jr., DeAndre Jordan, Wes Matthews, DAL 1st 2021, DAL 1st 2023 (prot top 10)
– Dispensou Wes Matthews (deve ir pro Pacers), Enes Kanter (deve ir pra algum lugar que não a Europa)

Minha primeira reação sobre a trade do Porzingis foi xingar o Knicks, mas essa reação é padrão e provavelmente eu nem tinha lido o que tinha acontecido. No final das contas, cheguei à conclusão de que a troca é mais arriscada pra Dallas do que pra NY e que o Knicks fez o que pôde.

Porzingis não queria estar lá e sairia de lá na primeira oportunidade, então, ao invés de oferecer um contrato máximo pra ele, usaram ele pra mandar os contratos ruins deles, pegar escolhas de primeira rodada e se abrirem pra possibilidade de receber estrelas paneleiras que queiram morar na cidade mais incrível do mundo.

Estamos carecas de saber que o pessoal que toma decisão no Knicks nunca toma a decisão certa e que o proprietário, James Dolan, é um dos que mais dificulta o trabalho, mas essa é a oportunidade de ouro que o Knicks tem de garantir uma perspectiva de futuro que já não existia com Porzingis como centro da franquia. Enquanto isso, a torcida vai se contentando com a ideia de que terão Kevin Durant, Kyrie Irving, Anthony Davis, entre outros disponíveis.

Chicago Bulls
Nota: Finalmente algo positivo vindo da dupla Gar-Pax (7/10)
Trocas:
– Jabari Parker, Bobby Portis e 2nd 2024 CHI por Otto Porter
– 2nd 2020 por Timothy Luwawu-Caberrot

Depois de cerca de 432 erros seguidos da dupla Gar Forman e John Paxson (o megazord Gar-Pax, pros íntimos), o Chicago Bulls produz um acerto. A troca ocorreu antes do dia da trade deadline propriamente dito, e foi a primeira do desmanche do Washington Wizards. O Bulls se livra de dois expirantes e abraça o contrato caro de Otto Porter, que pra eles não é caro porque esse contrato estará vigente durante os contratos de novato de Kris Dunn, Lauri Markkanen e Wendell Carter Jr.

Ou seja, o Bulls pareia seus jovens com um jogador mais experiente (embora ainda jovem) e ainda ameniza os problemas defensivos que LaVine e Markkanen criam, tornando possível que os bebês do Bulls se desenvolvam juntos pelos próximos anos.

Além do movimento principal, trouxeram o Timothy Luwawu-Caberrot. É isso que eu tenho a dizer sobre esse movimento.

Orlando Magic
Nota: Mais um fio de esperança (6,5/10)
Trocas:
– Jonathan Simmons, 1st OKC (proteção top 20) e 2nd CLE por Markelle Fultz

O Magic não é relevante desde a troca do Dwight Howard em 2012, mas trazer Markelle Fultz por coisas não muito valiosas pode ser o fio de esperança que eles já tiveram em todos os momentos de reconstrução. As notícias dizem que Orlando deve visar uma recuperação lenta da lesão que Fultz tem no ombro, já que a franquia não vai pra lugar nenhum no curto prazo.

Quem esperava trocas que envolvessem o selecionado pro All Star Game Nikola Vucevic ficou a ver navios, o Magic vai continuar apostando nele, o que faz sentido diante do fato de que Mo Bamba vem apresentando as lesões que incomodam todo pivô gigantesco.

Memphis Grizzlies
Nota: É o que tem pra hoje (4,5/10)
Trocas:
– Marc Gasol por Jonas Valanciunas, Delon Wright, CJ Miles e 2nd TOR 2024
– JaMychal Green e Garrett Temple por Avery Bradley
– Shelvin Mack por Tyler Dorsey
– Dispensou Omri Casspi

Reformulação total no Grizzlies foi anunciada cerca de um mês antes da deadline, quando Marc Gasol e Mike Conley tiveram reunião com a diretoria e chegaram a um denominador comum: a saída de ambos era melhor tanto pra franquia quanto para eles.

Gasol tem 34 anos nas costas e é expirante, então embora a contrapartida que receberam tenha parecido ser de pouco valor, deve ter sido a melhor proposta que receberam. Delon Wright é útil e tem mais dois anos na escala de novatos, CJ Miles tem contrato bom e expirante pra próxima temporada, virando uma boa moeda de troca a médio prazo. Valanciunas também é expirante na próxima temporada, tem contrato mais difícil de ser movido, mas propiciou a troca.

A grande notícia é a da ausência da troca do Mike Conley, que não é expirante e nenhuma das ofertas recebidas pelo Grizzlies pareceu agradar. Existia uma proposta do Utah Jazz que envolvia Ricky Rubio, Derrick Favors e uma escolha de primeira rodada, mas o Grizzlies preferiu segurar Conley. Faz sentido, principalmente pelo fato de que o Grizzlies pode aproveitar o mercado dos times que não conseguirão as estrelas que tanto buscam e estarão propícios a abrir mão de bons contratos e escolhas de draft durante a próxima offseason ou até no início da próxima temporada.

O Grizzlies aproveitou para economizar um dinheiro ao trazer Avery Bradley, que só tem 2 milhões garantidos do próximo ano de contrato, e mandar JaMychal Green pro Clippers que tem 7 milhões garantidos do próximo ano. Com isso, mandou junto Garrett Temple, além de dispensar Omri Casspi. Tomara que Casspi não vá pro Clippers, pois ele e Temple saíram na mão há algumas semanas.

New Orleans Pelicans
Nota: Vem, Jayson Tatum! (sem nota)
Trocas:
– Nikola Mirotic por Jason Smith, Stanley Johnson, 2 2nds MIL e 2 2nds WAS

A troca que aconteceu basicamente inicia um processo de reconstrução do Pelicans, que não vai para lugar nenhum nessa temporada e está no limbo da troca do Anthony Davis para entender o lado que a franquia será colocado.

Davis não foi movido e essa foi a decisão certa a ser tomada pelo Dell Demps. A proposta do Lakers estará lá, igualzinha ou até melhor, no final da temporada. O Celtics vira um novo concorrente e entra na briga pelo Anthony Davis, podendo oferecer Jayson Tatum, escolhas de draft e até um complemento com Al Horford ou Gordon Hayward. A certeza que o Pelicans tem é que a concorrência por Anthony Davis fará com que eles recebam um pacote digno de volta, e esperar foi a melhor opção.

Outros jogadores que não foram negociados podem ter o fim da passagem pela franquia no final da temporada, como Jrue Holiday e Julius Randle. Que venha mais uma década de esperanças renovadas e derrotas para o New Orleans Pelicans.

MENÇÕES HONROSAS

O Phoenix Suns acertou ao adquirir Tyler Johnson. Não é o melhor dos mundos, mas vai ajudar Igor Kokoskov a ter um time melhor nessa e na próxima temporada.

O Minnesota Timberwolves tentou e não conseguiu trocar Jeff Teague, que deve exercer player option na próxima temporada. Outro que quase se moveu foi o ala Anthony Tolliver, mas, depois da saída de Thibodeau, o GM Scott Layden não tem total controle sobre a franquia e não tinha sinal verde para fazer negociações. Vale observar se Tolliver será dispensado para ir tentar algum time de playoff.

O Utah Jazz tentou durante toda semana melhorar a armação mandando Ricky Rubio e Derrick Favors, somados a uma escolha de primeira rodada, pra Memphis por Conley ou pra Toronto por Lowry. Foi cogitada até uma troca de 3 times, mas terminou não acontecendo nada.

O Portland Trail Blazers trocou duas escolhas de segunda rodada futuras e se livrou de Nik Stauskas e Wade Baldwin para adicionar Rodney Hood e pegou Skal Labissiere em troca do Caleb Swanigan. Nada demais em Portland, continuando como uma boa força no Oeste e pagando uma folha muito maior do que o time que tem.

O Detroit Pistons renovou elenco se livrando de dar contrato para Reggie Bullock e recebendo uma escolha futura e o melhor nome da NBA: Sviatoslav Mykhailiuk. E não, eu não dei Google, eu decorei o nome dele. Também desistiu do projeto Stanley Johnson e trouxe o Thon Maker do Bucks, queridinho do Kevin Garnett.

O Charlotte Hornets chegou perto de adquirir Marc Gasol, mas entrou em discordância com o Memphis Grizzlies na proteção de uma escolha.

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