Como escolher o pacote de um time só no League Pass?

Luís Araújo

Essa pergunta foi levantada no grupo de WhatsApp entre assinantes do Triple-Double. Um deles disse que está querendo muito assinar o League Pass para a temporada 2017/18, mas só conseguiria o plano que permite ver todos os jogos de um único time.

Como o assinante em questão deixou bem claro que não torce para ninguém e quer só assistir à maior quantidade possível de jogos interessantes, fica então a dúvida: qual escolher?

Para começar a responder essa pergunta, um outro assinante fez o favor de listar quantas partidas transmitidas cada uma das 30 equipes terá para o Brasil ao longo da temporada. A relação é essa a seguir:

Golden State Warriors – 37 jogos (23 ESPN + 14 SporTV)

Boston Celtics – 29 jogos (17 ESPN + 12 SporTV)

San Antonio Spurs – 29 jogos (17 ESPN +12 SporTV)

Oklahoma City Thunder – 27 jogos (19 ESPN + 8 SporTV)

Cleveland Cavaliers – 26 jogos (16 ESPN + 10 SporTV)

Houston Rockets – 25 jogos (20 ESPN + 5 SporTV)

Minnesota Timberwolves – 25 jogos (15 ESPN + 10 SporTV)

Washington Wizards – 24 jogos (12 ESPN + 12 SporTV)

Los Angeles Lakers – 20 jogos (14 ESPN + 6 SporTV)

Milwaukee Bucks – 18 jogos (7 ESPN + 11 SporTV)

Philadelphia 76ers – 16 jogos (10 ESPN + 6 SporTV)

Portland Trail Blazers – 15 jogos (8 ESPN + 7 SporTV)

Denver Nuggets – 15 jogos (6 ESPN + 9 SporTV)

New Orleans Pelicans – 14 jogos (7 ESPN + 7 SporTV)

Miami Heat – 13 jogos (7 ESPN + 6 SporTV)

Los Angeles Clippers – 12 jogos (10 ESPN + 2 SporTV)

New York Knicks – 12 jogos (5 ESPN + 7 SporTV)

Utah Jazz – 12 jogos (5 ESPN + 7 SporTV)

Toronto Raptors – 11 jogos (5 ESPN + 6 SporTV)

Memphis Grizzlies – 10 jogos (6 ESPN + 4 SporTV)

Dallas Mavericks – 8 jogos (5 ESPN + 3 SporTV)

Charlotte Hornets – 7 jogos (3 ESPN + 4 SporTV)

Detroit Pistons – 6 jogos (2 ESPN + 4 SporTV)

Phoenix Suns – 6 jogos (3 ESPN + 3 SporTV)

Chicago Bulls – 5 jogos (2 ESPN + 3 SporTV)

Indiana Pacers – 4 jogos (1 ESPN + 3 SporTV)

Sacramento Kings – 4 jogos (3 ESPN + 1 SporTV)

Brooklyn Nets – 2 jogos (2 ESPN + 0 SporTV)

Atlanta Hawks – 1 jogo (0 ESPN + 1 SporTV)

Orlando Magic – nenhum jogo

Nunca é perda de tempo acompanhar uma máquina de jogar basquete como Warriors, capaz de entregar um altíssimo grau de entretenimento e escrever história cada vez que entra em quadra, mas serão 37 transmissões. Ou seja: vai dar para ver praticamente metade dos jogos na televisão. A não ser que a rotina diária torne totalmente inviável acompanhar essas partidas ao vivo, os atuais campeões não são uma opção que faz lá muito sentido para alguém que está disposto a fazer o plano do League Pass render o maior custo-benefício possível.

Celtics e Spurs terão oito transmissões a menos, o que representa uma diferença considerável em relação ao que terá o Warriors. Thunder, Cavs, Rockets e Timberwolves aparecem logo em seguida, todos com pelo menos 25 exibições. Há uma enorme expectativa em torno de cada uma destas equipes e não seria um mau negócio pagar para poder ver tudo de cada uma delas quando bem entender. Mas dá para viver bem com quase um terço do campeonato destes times e fazer um investimento ainda melhor.

Dá para riscar também quem aparece na outra extremidade desta relação de transmissões. Há um motivo pelo qual o Magic não está previsto para aparecer nem na ESPN, nem no SporTV. Pode ser que Frank Vogel e companhia surpreendam durante a temporada e briguem por um lugar nos playoffs? Claro. Mas também ninguém vai morrer por deixar de acompanhar essa história. Não será algo que mereceria atenção 82 vezes em um intervalo de meses.

O mesmo vale para Hawks e Nets. Aliás, vale até desconsiderar toda a Conferência Leste, até mesmo quem deve fazer boa campanha — como os já citados Cavs e Celtics, além de Raptors e Wizards, se der tudo certo. O motivo para isso é que o Oeste tem tudo para ser incrivelmente competitivo nesta temporada, tanto pelas estrelas que se mandaram para lá como pela quantidade de equipes que se fortaleceram.

O fato de times de uma mesma conferência se enfrentarem mais vezes durante a fase de classificação só reforça essa ideia de eliminar todo mundo do Leste. O Philadelphia 76ers, por exemplo, até tem várias peças atraentes, mas só vai encarar duas vezes cada concorrente do Oeste, ao passo que acabará jogando mais vezes contra Magic, Hawks, Nets, Pacers, Bulls, Knicks e alguns outros oponentes sem graça do tipo. Por mais promissor que possa parecer, acaba perdendo apelo de investimento justamente por causa disso.

Mas também não é todo mundo no Oeste que empolga horrores. Se é para comprar o League Pass e se dedicar a ver o maior número possível de bons jogos, então vale a pena pensar em quem pode pelo menos brigar por um lugar nos playoffs. A não ser que uma surpresa gigantesca apareça, Kings e Suns não estarão neste bolo. O Lakers também não — mesmo assim, terá 20 transmissões, o que já está de ótimo tamanho. Grizzlies e Mavericks parecem ter chances um pouco maiores, mas também correrão muito por fora. Não vão precisar de atenção em muito mais do que o número de partidas que terão exibição (dez e oito, respectivamente).

Tirando esses times e a já citada turma das mais de 20 transmissões, sobram cinco opções. Uma delas é o Jazz, que começará a escrever a sua trajetória sem Gordon Hayward e foi buscar Ricky Rubio. É difícil ter uma ideia do quanto exatamente, mas é uma equipe que deverá continuar sendo competitiva e apresentando uma defesa forte.

O Blazers tem Damian Lillard e CJ McCollum, que podem tomar conta de qualquer partida se de repente pegarem fogo nos arremessos de longe. Mas terá também a volta de Jusuf Nurkic, que chegou no meio da temporada passada, melhorou consideravelmente o poder do time nos dois lados da quadra e se machucou pouco antes dos playoffs. Fica a expectativa para saber como serão as coisas com o pivô saudável novamente.

Quem também vai ter a oportunidade de começar uma temporada do zero depois de uma troca importante no meio da última é o Pelicans. Ninguém duvida que DeMarcus Cousins e Anthony Davis são craques, mas falta ainda ver o quão bem funcionam juntos e, mais ainda, se as peças ao redor irão se encaixar a eles. Pode dar certo. Mas pode dar errado em um nível tão grande ao ponto de forçar uma troca envolvendo Cousins, que será agente livre em 2018.

De qualquer maneira, as outras duas opções parecem ser ainda mais interessantes. Mesmo tendo perdido Chris Paul, o Clippers tem tudo para continuar sendo atraente demais. Blake Griffin ficou e deverá ter maior liberdade com a bola nas mãos no ataque para tomar decisões e mostrar por que é considerado um dos melhores passadores entre os homens de garrafão na NBA. Além disso, o pacote que veio do Rockets na troca por Paul deve ajudar bastante, Danilo Gallinari é um ótimo chutador e Milos Teodosic pode ser um show à parte se fizer algumas coisas que estava acostumado a fazer na Europa.

E tem o Nuggets, que já teve um dos ataques mais eficientes da última temporada e foi atrás de Paul Millsap, um “all-star” que é muito versátil neste lado da quadra e também é um ótimo defensor. O sistema ofensivo tem muita movimentação sem bola de gente esperando por um passe de Nikola Jokic, que é genial neste trabalho de encontrar companheiros em boa posição, e arremessos de três.

Além de terem suas características que chamam a atenção, tanto Clippers como Nuggets deverão ser fortes o suficiente para pelo menos fazerem duelos parelhos contra as potências da conferência, o que significaria mais jogos bons contra adversários como Warriors, Spurs, Rockets e Thunder. Talvez sejam, portanto, as melhores pedidas para esse plano do League Pass.

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