Elfrid Payton não se vê tão longe dos melhores armadores da NBA

Luís Araújo

A temporada 2014/15 pode não ter sido grande coisa para o Orlando Magic, que não conseguiu vencer mais do que 25 partidas e trocou de técnico no meio do caminho. Mas nem tudo foi um desastre. O pivô Nikola Vucevic continuou apresentando evolução ofensiva e tem se colocado cada vez mais próximo dos melhores jogadores da sua posição nos dias de hoje. Quem está confiante de que pode fazer o mesmo em breve é o armador Elfrid Payton, outro que se mostrou um ponto de esperança para um futuro mais vitorioso da franquia.

“Sinto que posso ser um dos melhores armadores da NBA e acho que não estou tão longe disso”, disse Payton, após um dos treinos do Orlando Magic no Rio de Janeiro. “É claro que tenho muito a trabalhar ainda, mas não acredito que a distância seja grande. Tenho gente ao meu redor que exige bastante de mim no dia a dia. Se continuar trabalhando duro, confio que posso chegar lá.”

Uma das coisas que Payton precisa trabalhar urgentemente para ficar mais perto deste objetivo que traçou para si mesmo é o arremesso. Durante a temporada de novato, o potencial defensivo, a explosão física, a capacidade de infiltrar e a habilidade para organizar as ações ofensivas ficaram evidentes. Mas os marcadores do outro lado puderam se dar ao luxo de pagar os chutes dele de fora do garrafão sem problema, situação que compromete o espaçamento do ataque.

Esse conjunto de características, boas ou nem tanto, fez muita gente associá-lo a Rajon Rondo — especialmente durante o começo da passagem pelo Boston Celtics. “Encaro isso como um elogio ao meu jogo. É um sujeito que já foi campeão na liga, coisa que um dia quero ser também. Mas tenho que dar duro para ser eu mesmo, o Elfrid Payton”, refletiu o armador do Magic.

Mas não dá para se conformar com isso. Caso realmente queira aparecer no primeiro escalão de jogadores da posição e se transformar em uma estrela, é fundamental que ele consiga se virar melhor na hora de colocar a bola dentro da cesta. “Concordo. Venho trabalhando muito em cima disso, ainda preciso ver se isso vai aparecer nas nossas partidas. Mas tenho treinado bastante e talvez vire, sim, um dos melhores armadores da liga quando isso acontecer”, afirmou.

O processo para continuar a evoluir não se resume apenas à busca por arremessos mais consistentes. Payton também se coloca à disposição dos conselhos dos mais experientes para aperfeiçoar o que for em quadra. Pelo menos foi isso o que ele mostrou ao final de um dos treinos no Brasil, quando parou para conversar no centro da quadra por alguns minutos com Muggsy Bogues, armador que fez história pelo Charlotte Hornets nos anos 1990.

“Ele me disse para continuar a comandar meu time e ser um líder dentro da quadra para os meus companheiros”, contou Payton. “É ótimo poder ouvir essas coisas de alguém que passou tanto tempo na liga. Eu tento absorver ao máximo.”

Só o tempo vai dirá se o Orlando Magic tem no seu elenco um futuro armador de primeiro nível da NBA. Não é tarefa fácil, já que nenhuma outra posição nos dias de hoje conta com concentração tão grande assim de gente extremamente talentosa. Mas a confiança e a postura parecem ser ideais. Já é um ótimo começo para um dia chegar ao topo.

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