Gegê lembra de preocupação e “ano conturbado” antes da quinta final seguida

Luís Araújo

A virada de Bauru na série contra o Pinheiros garantiu a Gegê o direito de disputar a final do NBB pela quinta vez consecutiva. É um feito importante, e um título o colocaria ao lado de Marcelinho Machado como os únicos pentacampeões. Mas muitas incertezas apareceram no caminho dele antes disso. A começar pelo fim do ciclo no Flamengo logo após a conquista do ano passado.

“Ao termino da última temporada meu contrato acabou, eu e diretoria não chegamos a um acordo e achei que era o momento de procurar novos ares, de ter um novo destino e de conquistar um novo espaço”, lembrou Gegê ao Triple-Double.

Veio então a oportunidade de se mandar para o Rio Claro, onde encontrou o técnico Dedé Barbosa e disputou o Campeonato Paulista. Mas a estabilidade não durou muito. O time encerrou as atividades às vésperas do início do NBB, deixando comissão técnica e jogadores livres no mercado em um momento no qual as demais equipes já estavam praticamente montadas para a competição nacional.

Para a sorte de Gegê, apareceu uma oportunidade em Bauru. Assim que chegou, o armador virou titular e acabou sendo uma das peças importantes para a caminhada da equipe rumo à decisão. “A comissão técnica e todos os jogadores me ajudaram muito e me inseriram de uma forma que não tenho nem como agradecer. Foi um ano conturbado pela saída do Rafael Hettsheimeir e de algumas lesões, mas nunca deixamos de acreditar”, afirmou.

Veja o bate-papo completo a seguir:

Triple-Double – Um ano atrás você estava disputando a final do NBB pelo Flamengo. Foi campeão, mas acabou não permanecendo. Como você encarou a saída na época?

Gegê – Tive uma passagem de quatro anos no Flamengo de muitas conquistas e isso vou sempre guardar comigo. Ao termino da última temporada meu contrato acabou, eu e diretoria do Flamengo não chegamos a um acordo e achei que era o momento de procurar novos ares, de ter um novo destino e de conquistar um novo espaço. Vim para São Paulo, que é uma vitrine muito grande, para um Campeonato Paulista muito disputado. Foi esse meu desafio. Foi muito importante para mim, o momento que vivi, da maneira que aconteceu foi muito produtivo para mim.

Triple-Double – Como você encarou esse desafio de chegar a Rio Claro? E imaginou algum impacto que o fim do time poderia ter na carreira?

Gegê – Fiquei muito satisfeito quando o Rio Claro fez a proposta. Conversei direto com o técnico Dedé. Ele que me ligou e até agradeço a ele, Léo e Tamião, que fizeram um grande trabalho. Fiquei feliz pelo desejo deles de contar comigo e poder ter feito parte desse grupo. Encarei o desafio de peito aberto, era um time com grandes jogadores, como Gui Deodato, Pastor, Dedé, Teichmann, Eric Tatu e Daniel Alemão. Mas quando você está em um lugar e o time acaba é sempre preocupante. Foi o sentimento que tive, mas encarei como mais um desafio. Você precisa ter sabedoria e discernimento para superar toda barreira imposta na vida. Bauru apareceu por todo o trabalho que fiz, fiquei muito feliz, mas agradeço muito a Rio Claro porque foi ótimo para mim.

Triple-Double – Em Bauru você teve uma adaptação muito rápida, não? A que você credita isso? 

Gegê – Em Bauru tudo foi muito rápido. Cheguei em uma quarta-feira e no sábado já tinha estreia contra o Flamengo. Meus companheiros me receberam de braços abertos, Demétrius apostou muito em mim e me ajudou muito nessa transição. A comissão técnica e todos os jogadores me ajudaram muito e me inseriram de uma forma que não tenho nem como agradecer. Foi um ano conturbado pela saída do Rafael Hettsheimeir e de algumas lesões, mas nunca deixamos de acreditar.

Triple-Double – O que você considera que seja a sua maior contribuição nesta equipe?

Gegê – Minha característica é de sempre ajudar o time no que for preciso e vou sempre fazer isso. Aqui em Bauru eu tento ajudar ao máximo e fico muito feliz de fazer isso ao lado de um jogador que é um exemplo pra mim, o Valtinho. É uma pessoa ótima e que tem uma carreira muito bonita. Esta é minha quinta final consecutiva com 26 anos, acho que isso é uma ótima marca para uma atleta e mostra que ser vitorioso no esporte é muito importante. Agora vamos focar que essa final será muito importante para nós.

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