Muita calma com o desenvolvimento de Hezonja em Orlando

Luís Araújo

O nome de Mario Hezonja começou a aparecer neste espaço muito antes de ele ter sido selecionado pelo Orlando Magic no Draft. A personalidade forte e o talento ofensivo que demonstrou com a camisa do Barcelona na última temporada não deixou dúvidas. O ala croata de 20 anos parece mesmo especial e tem um futuro extremamente interessante pela frente.

Para quem já o conhece, a curiosidade para ver o que ele é capaz de fazer na NBA é inevitável. Mas a ansiedade terá de ser controlada de algum jeito, já que Scott Skiles ainda não se sente tão seguro assim para colocar o “Croatian Golden Boy” em posição de protagonista.

“Não sei ainda quais são meus planos para Mario. Eu estou tentando descobrir se ele pode nos ajudar desde o início da campanha, estar na rotação. Não sabemos a resposta. Dá para ver o potencial dele facilmente, mas há coisas que acontecem em quadra que ele não percebe ainda. Nós gostamos de Mario em longo prazo. Neste momento, porém, não sabemos o que esperar”, afirmou o treinador, durante a passagem do Magic pelo Rio de Janeiro.

Talvez essa necessidade de ainda ter de buscar o espaço na NBA explique uma certa mudança na postura de Hezonja. Se há alguns meses afirmou não ter respeito por ninguém dentro de quadra, hoje ele procura não se aprofundar no falatório.

Quando ouviu a pergunta sobre as expectativas que existem em torno da sua trajetória na NBA, respondeu o seguinte: “Para ser honesto, eu não ouço esse tipo de coisa e busco não colocar a pressão de fora sobre mim. Vou fazer meu melhor e trabalhar duro para alcançarmos as vitórias, que são a coisa mais importante na NBA.”

Hezonja também preferiu não dizer com tanta clareza o quanto imagina que pode ajudar a nova equipe. Quem se encarregou de fazer isso foi Aaron Gordon. “Com os chutes de três pontos, com certeza. Nós precisávamos de bons arremessadores de longe e ele tem essa característica”, observou o ala sobre o croata.

Para corresponder às expectativas de Gordon e de todo mundo que está curioso para vê-lo explodir na NBA, o croata pode estar certo de que há uma pessoa em Orlando bastante disposta a facilitar as coisas para ele nesta fase de adaptação. “Ele é de um lugar do mundo de onde eu também vim e falamos a mesma língua, o que ajuda muito”, disse o pivô montenegrino Nikola Vucevic.

“Ele jogou a Euroliga, então já tem experiência como profissional. Além disso, tem talento e gosta de apender. Ele ouve todo mundo e faz perguntas. Estamos tentando ajudá-lo ao máximo. O jogo na NBA é diferente em relação ao da Europa, mas ele tem se ajustado. Está treinando e jogando bem durante a pré-temporada. Eu estou aqui para ajudar, falei isso para ele. Quando cheguei na NBA, não tinha tantas chances assim de jogar e não tinha ninguém para fazer esse tipo de coisa por mim. Então vou fazer o possível para ajudá-lo em Orlando”, finalizou.

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