“Não passava pela minha cabeça estar na final”, admite Eddy

Luís Araújo

Em 2016, o NBB acabou cedo demais para Eddy. O ala-armador fazia parte do elenco do Macaé, que não conseguiu classificação para os playoffs e se despediu ainda na primeira fase. Um ano se passou, e as coisas mudaram bastante para ele. O time do qual faz parte agora, o Paulistano, continua vivo na competição e pode levá-lo a comemorar um título inédito.

“Realmente não passava pela minha cabeça estar na final”, admitiu Eddy ao Triple-Double. “Até agora é difícil acreditar. Mas conforme a gente foi encaixando nosso jogo durante o campeonato, o grupo inteiro usou algo que o Gustavo fala muito sobre a gente não saber até onde pode chegar. E estamos na final. Agora que estamos na decisão, pensamos somente em buscar o título.”

Boa parte desta temporada especial que Eddy vem vivendo é creditada a Gustavo De Conti, quem ele classificou como “um técnico com nível de seleção brasileira”. Primeiro porque a possibilidade de poder voltar a trabalhar com o treinador serviu como motivação para o acerto com o Paulistano. E também pela forma com a qual o comandante desenvolveu o grupo ao longo da temporada.

“O que fez nosso time chegar foi, de fato, acreditar em nós mesmos e sempre que o Gustavo nos passou alguma coisa, nós acreditamos no que ele falava”, contou o ala-armador de 30 anos. “Desde o começo da temporada ele dizia que não tínhamos limite, que iríamos a cada jogo, e nos playoffs nosso time encaixou, ajustamos coisas importantes da fase de classificação e achamos o equilíbrio que foi muito importante.”

Veja o bate-papo completo a seguir:

Eddy em ação pelo Paulistano (Foto: Bruno Ulivieri/JGCOM)

Triple-Double – Você disputou o último NBB pelo Macaé e não disputou os playoffs. Honestamente: te passava pela cabeça que na temporada seguinte você estaria tão perto do título? 

Eddy – Realmente não passava pela minha cabeça estar na final. Até agora é difícil acreditar. Mas conforme a gente foi encaixando nosso jogo durante o campeonato, o grupo inteiro usou algo que o Gustavo fala muito sobre a gente não saber até onde pode chegar. E estamos na final. Agora que estamos na decisão, pensamos somente em buscar o título. E tudo isso nós encaramos com naturalidade porque trabalhamos bastante e treinei muito sozinho também para tentar chegar o mais longe possível, como na final. Agora é desfrutar desse momento, mas continuar trabalhando pelo título, pois as finais contra Bauru serão muito disputadas.

Triple-Double – O que te motivou em especial nesta ida ao Paulistano? Você se vê como um jogador um pouco mais veterano que poderia ajudar os garotos do elenco?

Eddy – O que me motivou foi voltar a trabalhar com o Gustavo de Conti novamente, um técnico com nível de seleção brasileira, além de conquistar novos objetivos. Veterano jamais (risos). Ainda tenho 30 anos e tenho muito a oferecer ao basquete. Mas os garotos do nosso time são sensacionais. Garotos na idade, mas experientes no basquete, e com muita vontade de vencer. Essa é a cara do nosso time.

Triple-Double – O que você acha que fez esse time do Paulistano ser tão especial e dar tão certo?

Eddy – O que fez nosso time chegar foi, de fato, acreditar em nós mesmos e sempre que o Gustavo nos passou alguma coisa, nós acreditamos no que ele falava. Desde o começo da temporada ele dizia que não tínhamos limite, que iríamos a cada jogo, e nos playoffs nosso time encaixou, ajustamos coisas importantes da fase de classificação e achamos o equilíbrio que foi muito importante. Nosso time deu um salto de qualidade também, conseguiu neutralizar os adversários, e isso foi determinante para estar nessa final. Isso mostra a força do grupo. Não são dois ou três jogadores que se destacam, é o grupo inteiro. Estamos sempre muito motivados, sabemos que cada um ajudará da melhor forma e podemos, juntos, ir o mais longe possível.

Triple-Double – Você tem sido peça ainda mais importante para o time durante os playoffs. Isso faz com que a campanha tenha sabor ainda mais especial?

Eddy – Para mim o especial mesmo é estar nessa final. Todo o time é peça fundamental. Nem um dia eu deixei de treinar forte, mesmo jogando um, dois, cinco ou 30 minutos, e todo o grupo se dedicou da mesma forma. Isso mostrou que eu estava preparado quando o time precisou de mim, como também precisou do Arthur Pecos, do Yago, do Georginho. Mais uma vez a força do nosso grupo fez a diferença.

Triple-Double – É o melhor momento da sua carreira? 

Eddy – Sem dúvida é o melhor momento da minha carreira. Estar em uma final e com a camisa do Paulistano é uma felicidade muito grande. O auge eu ainda não atingi, mas estou trabalhando muito para isso. Só posso agradecer a esse grupo maravilhoso com o qual trabalho hoje, que acredita muito em mim e por isso também me ajudam a viver o grande momento da minha carreira.

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