O adeus à seleção e os planos pós-carreira de Giovannoni

Luís Araújo

A primeira competição de Guilherme Giovannoni pela seleção brasileira como profissional foi o Sul-Americano de 2011, no Chile. A última acabou sendo mesmo a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Aos 36 anos, o ala-pivô do Brasília aproveitou o Jogo das Estrelas do NBB para confirmar que sua trajetória com a equipe nacional chegou ao fim.

O anúncio foi feito pela primeira vez em meio a uma participação dele na edição de sábado do Globo Esporte, em meio às eliminatórias do desafio de habilidades.

“Agora acho que deu, fiquei bastante tempo na seleção”, disse Giovannoni ao Triple-Double. “Já estou pensando em uma nova fase da minha carreira, inclusive até me preparando para o que fazer depois que a encerrar. Foram 16 anos e mais cinco com categorias de base. Acho que chegou o momento. Foi uma decisão bem pensada, discuti muito isso com a minha esposa.”

A aposentadoria, por enquanto, é só da seleção mesmo. Eleito mais uma vez para o Jogo das Estrelas do NBB, referência para Brasília dentro de quadra e um dos 15 melhores tanto na lista de pontos como na de rebotes do atual campeonato, Giovannoni pretende seguir jogando por mais algumas temporadas antes de parar de vez.

“Mas é claro que já vou fazendo algumas coisas paralelas e estudando um pouco para o pós-carreira. A ideia é continuar trabalhando com basquete. Então eu já vou me preparando, principalmente com relação a gestão, que é algo que gostaria de fazer”, declarou, antes de assegurar que virar técnico não faz parte dos planos.

Ao longo deste tempo todo na seleção, Giovannoni participou de quatro Mundiais e duas Olimpíadas. Mas o momento que ele julga como mais especial não aconteceu em nenhuma destas competições.

“Foi a classificação para Londres”, apontou, referindo-se ao segundo lugar na Copa América de 2011, em Mar del Plata. “Claro que é muito especial jogar a Olimpíada, mas aquilo foi muito forte para mim pela maneira como aconteceu. Muita gente não acreditava que a gente conseguiria, mas trabalhamos muito duro e conquistamos a vaga.”

O que Giovannoni considera como pior momento ocorreu quatro anos antes, também na Copa América. “A gente ainda chegou ao intervalo daquele jogo contra a Argentina ganhando, mas acabamos perdendo a partida e a vaga para a Olimpíada de Pequim”, lamentou.

Neste momento de passagem de bastão, Giovannoni vê com bons olhos a geração de jogadores mais novos que virão a renovar a seleção brasileira. Mas faz uma ressalva.

“Não podemos ter pressa com a molecada que está vindo aí. Temos de ter paciência, eles vão precisar de tempo. Mas há muito potencial. Alguns já são realidade, nem são mais promessa. É questão de ter paciência mesmo porque muitos deles podem ir longe”, afirmou.

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