O que cada time da NBA pediria de Natal?

Luís Araújo

Papai Noel não existe. Mas imaginemos que sim e que representantes de cada uma das 30 equipes da NBA pudessem mandar para ele uma cartinha com pedidos para o Natal, dos mais palpáveis aos mais absurdos. O que será que eles escreveriam?


CONFERÊNCIA LESTE

Atlanta Hawks

“A primeira escolha do Draft de 2018, que seria a grande chance de colocar alguém com talento evidente neste time e construir as coisas em volta deste sujeito. Seria importante também se caras como John Collins, Taurean Prince e DeAndre Bembry continuem se desenvolvendo e virem boas peças de apoio na medida em que ficarem mais experientes. Tem mais uma outra coisa que poderia cair bem: uma proposta por Kent Bazemore que envolva pelo menos uma escolha de primeira rodada do Draft e contratos que expirem até 2019.”

Boston Celtics

“Seria pedir demais que Gordon Hayward tenha uma recuperação relâmpago e volte a alguns dias dos playoffs, com um tempinho ainda para desenferrujar antes da hora mais importante da temporada? Se for, então que pelo menos Kyrie Irving continue se desenvolvendo na melhor versão de si mesmo e, principalmente, que alguma coisa aconteça para deixar o sistema ofensivo mais consistente sem depender tanto do armador. Ajudaria muito se Marcus Morris permanecesse saudável. E também se desse certo o experimento de Brad Stevens ao longo da temporada com Terry Rozier, que parece estar sendo preparado para o caso de Marcus Smart sair como agente livre em julho. Não que Smart não tenha suas qualidades, mas é sempre melhor ter uma outra opção caso ele saia, né?”

Brooklyn Nets

“Sean Marks andou tirando alguns coelhos da cartola nos últimos meses e devolveu ao Nets a esperança de que algum jovem talento bruto poderá virar em algo interessante no futuro. É pouco? Pode parecer que sim, mas não é. Isso só ilustra o quanto era assustadora a falta de perspectiva para os próximos anos na franquia depois daquela troca maldita com o Boston Celtics por Kevin Garnett e Paul Pierce. O que dá para pedir, então, é que esses projetos passem a dar algum resultado. Que D’Angelo Russell se recupere bem de lesão, volte e continue a se desenvolver até um dia entrar na conversa dos 15 melhores armadores da NBA. E que Jahlil Okafor consiga virar o jogador útil nos dois lados da quadra que prometeu e se encaixe com a identidade que o técnico Kenny Atkinson tem construído (muito interessante, por sinal; nada a reclamar disso).”

Charlotte Hornets

“Kemba Walker é ótimo, mas alguém precisa ajudá-lo a colocar a bola dentro da cesta. O Hornets é o time que menos comete desperdícios de posse de bola na temporada, mas acerta apenas 43,8% dos seus arremessos em geral. Para se ter uma ideia do quanto isso é baixo, só o Chicago Bulls acerta menos do que isso. Nicolas Batum, por exemplo, ajuda muito a fazer a bola rodar com a sua capacidade de organização de jogadas, mas está acertando só 28% dos chutes de três, o que é recorde negativo na carreira dele. É justo esperar um pouco mais de alguém que sofreu com lesão e voltou não faz muito tempo, mas isso não muda a maior necessidade do Hornets: acertar mais arremessos.”

Chicago Bulls

“As sete vitórias seguidas foram legais, mas sabemos que Chicago não receberá os playoffs neste ano. Então o pedido é por uma das primeiras escolhas do próximo Draft, que dê para pegar algum jovem que venha a ser especial um dia e dar sentido a toda essa reconstrução. Por isso que as derrotas são necessárias, mas não sem mostrar sinais de progresso de Kris Dunn, Lauri Markkanen, David Nwaba e mais outros moleques que tentam se firmar na NBA. Isso vale até mesmo para Bobby Portis e Nikola Mirotic, que não são tão níveos assim na liga, mas que nunca jogaram tanto. A derrota para o Cleveland Cavaliers que interrompeu a série invicta é um exemplo perfeito do que cairia bem para o Bulls: jogos equilibrados, mostrando resistência contra adversários muito mais poderosos, mas perdendo no fim. Se der para usar Robin Lopez como moeda de troca para pegar uma escolha de primeira rodada, então, perfeito.”

Cleveland Cavaliers

“Talvez o pedido óbvio mais imediato é que Isaiah Thomas volte saudável, mostrando exatamente o mesmo potencial da temporada passada no que diz respeito a prevalecer sobre defesas adversárias. Especialmente jogando sem a bola nas mãos, o que facilitaria demais o encaixe com LeBron James. O time, que já está em uma crescente nas últimas semanas, passaria a contar com mais uma estrela e teria todo o resto da temporada para azeitar tudo e chegar aos playoffs pronto para defender o reinado do Leste e a desafiar na final quem prevalecer no Oeste, seja o Golden State Warriors ou outra equipe qualquer que vencer a confiança. Para aumentar de verdade as chances de título, conforme vimos já na decisão passada, seria ótimo que a defesa chegasse em um nível mais alto de performance, especialmente em transição. Mas, na verdade mesmo, isso tudo fica até em segundo plano. Porque o grande pedido mesmo de todo mundo que torce para o Cavs é que esse não seja o último Natal de LeBron como jogador do time.”

Detroit Pistons

“Para o restante da temporada, um bom presente seria Stan Van Gundy conseguir encontrar as melhores formações possíveis. Os quatro quintetos mais usados pelo Pistons na temporada têm “Net Rating” negativo — ou seja, tomam mais pontos do que fazem a cada 100 posses de bola. A campanha está positiva e tem boas chances de resultar em uma classificação aos playoffs porque tem gente que sai do banco e contribui bem durante o tempo que recebe, mas está claro, por exemplo, que o quinteto inicial não é lá muito eficiente. Em um primeiro momento, parece que o problema é Reggie Jackson, mas a formação com Ish Smith no lugar dele consegue ser assustadoramente pior. Por isso que seria um grande presente para os torcedores se Van Gundy conseguisse encontrar uma fórmula para equilibrar essa questão. Além disso, também seria ótimo se algum espaço fosse liberado na folha salarial até julho para aumentar as chances de permanência de Avery Bradley. O Pistons até poderá fazer proposta estando acima do limite do teto, mas não faria sentido mantê-lo e continuar em posição intermediária na conferência pagando multa à NBA por estar muito acima do teto.”

Indiana Pacers

“Que as bolas de três continuem caindo no mesmo ritmo destes primeiros dois meses de temporada, que a produtividade ofensiva de Victor Oladipo não seja afetada agora que ele está sob os holofotes e, na esteira disso tudo, que uma vaga nos playoffs seja conquistada. A troca por Paul George mostrou o quanto o Pacers está mais preocupado em seguir competindo de alguma maneira do que em implodir tudo. Ficar entre os oito melhores do Leste e disputar pelo menos mais quatro jogos depois da temporada regular seria um prêmio e tanto para quem decidiu seguir esse caminho.”

Miami Heat

“A defesa da segunda metade da temporada passada. Por mais que Dion Waiters tenha brilhado em lances importantes aqui e ali e que Goran Dragic tenha acertado mais de 40% nos tiros de três, foi a defesa o principal motivo por trás das 30 vitórias naqueles últimos 41 jogos. Não é que ela esteja ruim nesta temporada, mas precisa sair da zona intermediária no ranking de eficiência e ficar mais próxima das melhores para que o Heat possa melhorar sua classificação no Leste. Também seria muito bom se o departamento médico ficasse menos povoado nos próximos meses e, principalmente, se Justise Winslow continue apresentando melhora no seu chute de longe.”

Milwaukee Bucks

“Que Jabari Parker volte sem limitações depois de mais um grande baque no joelho, capaz de oferecer algumas variações táticas interessantes para Jason Kidd saindo do banco — pelo menos neste primeiro momento, com a temporada em andamento. Também seria ótimo se o time conquistasse mando de quadra na primeira rodada dos playoffs e conseguisse passar dela, algo que não acontece com o Bucks desde 2001, quando ficou a uma vitória de faturar o Leste e decidir o título. Isso faria um bem danado para mostrar a Giannis Antetokounmpo que as coisas estão andando em Milwaukee. Tudo bem que ele tem contrato até 2021, mas nunca é cedo demais para apresentar resultados bons a uma estrela em ascensão. E se não for pedir demais, ele bem que poderia desenvolver um chute de fora do garrafão, né?”

New York Knicks

“Que a defesa continue dando um jeito de seguir longe das piores da temporada, o que parecia difícil de se imaginar há algumas semanas, que Frank Ntilikina siga dando amostras de que pode colaborar de imediato e que o time acabe conquistando um lugar nos playoffs do Leste. Seria ótimo para quem tanto colecionou fracassos nos últimos anos e, mais ainda, um sinal importante de progresso para Kristaps Porzingis, que terminou a temporada passada frustrado com a maneira como as coisas estavam se desenrolando. Nunca é saudável fazer uma estrela como ele se acostumar a perder, não é mesmo?”

Orlando Magic

“Aparentemente, as primeiras semanas foram uma ilusão e a temporada já foi para o saco mesmo. Então só resta pedir para que Aaron Gordon continue arremessando de três na casa dos 40% durante a carreira e que apareça algum motivo para se ter esperança no futuro. Pode ser com Jonathan Isaac explodindo em algum momento depois de voltar de lesão ou uma escolha acertada na primeira rodada do Draft de 2018, mas o principal mesmo é que esse time seja capaz de desenvolver melhor os jovens que adiciona ao elenco. De gente que foi estourar em outro lugar já basta o Victor Oladipo.”

Philadelphia 76ers

“Uma vaga nos playoffs em 2018, que seria importante demais para o crescimento da molecada, e, principalmente, saúde eterna para todos eles. Que Ben Simmons siga os passos de LeBron também no sentido de não sofrer nunca com grandes lesões, que Joel Embiid seja capaz de entrar em quadra sem restrições de minutos e, claro, que Markelle Fultz volte um dia com o ombro zerado. E se Simmons der um jeito de adicionar o chute de longe em seu arsenal ofensivo, então, melhor ainda.”

Toronto Raptors

“Não precisa fazer o resto da liga nos respeitar agora. Deixa todo mundo falar do Leste como se só existissem Cleveland Cavaliers e Boston Celtics. O Raptors tem uma defesa primorosa, com decisões acertadas e um timing quase perfeito para fazer dobras, além de um ataque menos engessado, menos previsível e mais orientado para bolas de três pontos. Os outros não precisam prestar atenção nisso agora. O maior presente que a torcida pode ter é ver o plano de jogo nos dois lados da quadra continuar a funcionar até depois de abril, fazendo com que o Raptors chegue aos playoffs como nunca antes: sofrendo bem menos para ganhar de adversários mais fracos nas primeiras rodadas e encarando os mais poderosos em condição bem melhor.”

Washington Wizards

“Que Bradley Beal volte a ficar na casa dos 40% de aproveitamento em bolas de três antes de falar que o Wizards é o melhor time do Leste. Aliás, se isso for mesmo acontecer, é muito provável que seja preciso passar por LeBron James, que tem pintado e bordado quando encontra o Wizards pela frente. Seria um presentaço se Scott Brooks descobrisse alguma fórmula de fazer a defesa conter pelo menos uma parte do impacto de LeBron nestes confrontos. Mas não adiantaria nada se essa defesa continuar inconsistente. Aí a caminhada nos playoffs do Leste termina muito antes de um encontro com o Cavs. E cairia bem também uma maior ajuda do banco. Kelly Oubre tem números até melhores que Markieff Morris ao lado dos demais titulares, Mike Scott tem ajudado com os chutes certeiros de longe e Tomas Satoranski vem jogando muito melhor neste seu segundo ano, mas o negócio é dar algum jeito de poder descansar John Wall sem que o time morra por isso.”


CONFERÊNCIA OESTE

Dallas Mavericks

Mais uma boa escolha no próximo Draft, assim como foi Dennis Smith Jr no último. Mais boas descobertas de Rick Carlisle dentro do próprio elenco, como já aconteceu há um tempo com Yogi Ferrell e que ocorre agora com Maxi Kleber. E tão importante quando tudo isso é que Carlisle tenha a paciência e a clareza necessárias para conduzir tantos jovens em um processo de renovação.”

Denver Nuggets

“Uma vaga nos playoffs seria ótimo, ainda mais por causa de todo o esforço que o Nuggets fez na offseason, quando assinou por três anos com Paul Millsap. É verdade que ele se machucou e ainda vai levar um tempo até voltar, mas de qualquer jeito seria frustrante o time terminar mais uma vez em nono lugar do Oeste. Para que essa classificação seja concretizada, é importante que as lesões deem um tempo. Millsap foi quem acabou sofrendo mais, mas vira e mexe o elenco tem baixa de jogadores importantes na rotação, o que certamente não facilita o trabalho de Mike Malone. Uma boa sequência de partidas com todo mundo junto, algo que ainda não aconteceu, poderia ter resultados bem interessantes.”

Golden State Warriors

“Mais um ano no topo, sem que lesões graves apareçam pelo caminho ou, sei lá, que Draymond Green perca a cabeça em algum jogo nos playoffs. O que mais dá para pedir quando se é o atual campeão e dono da melhor campanha da temporada, mesmo com o desfalque de Stephen Curry já por um bom tempo?”

Houston Rockets

“Que as defesas continuem sem saber como agir direito para conter o sistema ofensivo e saúde, muita saúde. Mike D’Antoni não tem mergulhado muito fundo no elenco que tem em mãos. A rotação é bem curta em condições normais, o que significa que uma lesão qualquer que aparecer em algum jogador que recebe mais de 20 minutos por jogo já pode virar um problema enorme. É por isso que quanto mais vitórias por placares dilatados durante a temporada regular, melhor. É uma maneira de D’Antoni poder preservar suas principais peças dando menos minutos a elas.”

Los Angeles Clippers

“Saúde mais uma vez? É um pedido de todo ano e que nunca acaba sendo atendido. Sempre alguém importante se machuca na hora H. Nesta temporada, as coisas se complicaram antes mesmo da virada do ano. Patrick Beverley, Danilo Gallinari, Milos Teodosic e Blake Griffin se lesionaram. É muito problema para alguém que já sofreu demais com isso. Então é melhor pedir desta vez que alguma coisa caia do céu para compensar toda essa maré de azar. Alguma troca interessante demais por DeAndre Jordan, talvez? Que a boa fase de Austin Rivers possa nos render ao menos uma boa escolha de primeira rodada em um Draft futuro? Ou uma saída do pai dele? Pode ser qualquer coisa, até mesmo algo que nem passa pela imaginação das pessoas neste momento. Mas está na hora de o Clippers sentir um pouco como é ter sorte na NBA.”

Los Angeles Lakers

“Quanto mais LaVar Ball se mantiver distante, com outros problemas para resolver, melhor. Não precisamos de alguém tumultuando o que estamos fazendo aqui, dizendo ao nosso técnico como ele deve trabalhar, colecionando inimigos e colocando mais peso ainda sobre os ombros do filho dele. Portanto, que ele se mantenha ocupado com outras coisas. Por falar no Lonzo, ele tem arremessado melhor nos últimos jogos. Isso é bom. Seria maravilhoso se continuasse assim, mas o mais importante mesmo é que o medo de infiltrar seja cada vez menor, já que é isso que vai fazê-lo abrir espaços nas defesas e se consolidar como alguém relevante. Brandon Ingram já está fazendo isso, mas um arremesso melhor e mais consistente de longe o deixaria mais próximo de virar um monstro. Com relação Kyle Kuzma, nada a reclamar. Só a agradecer. Mas aproveitando essa oportunidade e abusando da sua boa vontade, será que não dava para arrumar uma troca que envolvesse os contratos de Luol Deng e Jordan Clarkson? Porque seria uma ajuda e tanto para nosso plano de perseguir estrelas em 2018.”

Memphis Grizzlies

“Que a nossa campanha pelo menos resulte na primeira escolha do Draft. Não tem jeito. Aquele papo de salvar a temporada quando David Fizdale foi embora não deu em nada. Não era ele o problema. Por mais que seja triste imaginar isso, seria bom se pintassem ofertas por Marc Gasol ou até mesmo por Mike Conley que possibilitassem escolhas futuras de primeira rodada e alívio na folha salarial. De qualquer maneira, a única certeza que o Grizzlies parece ter é a de uma escolha alta no próximo Draft. O que não adianta nada se o trabalho de recrutamento e desenvolvimento não for finalmente bem feito.”

Minnesota Timberwolves

“Uma defesa que realmente funcione de maneira consistente o jogo todo. Não precisa ser aquelas máquinas que eram os times do Chicago Bulls treinados por Tom Thibodeau. Se só lembrar o que acontecia naquela época já estaria bom demais por agora. A cada jogo, esse time tem um monte de posses de bolas defensivas quase perfeitas, com dobras, coberturas e rotações redondas durante a maior parte do tempo, mas com algum erro estupido no último segundo que permite uma finalização ao adversário. Claro que esse é um problema coletivo, mas contribuiria demais para isso se Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns melhorassem de maneira significativa na marcação individual. E já que Thibodeau não vai mudar nunca, não custa pedir para que ninguém se arrebente jogando tantos minutos assim por jogo. Se ele passasse a confiar um pouco mais em um ou dois jogadores do banco para aumentar essa rotação, então, perfeito.”

New Orleans Pelicans

“A vaga nos playoffs é fundamental para qualquer plano futuro. Seria um desastre se isso não acontecesse. E a classificação seria importante demais para o maior presente que o Pelicans poderia ter: a satisfação de Anthony Davis. De um jeito ou de outro, ele precisa terminar a temporada e chegar a julho, no período de negociação das equipes com agentes livres, tendo a sensação de que o Pelicans está progredindo na escala de competitividade da NBA. Isso tende a passar pela renovação de DeMarcus Cousins, que tem contrato só até o fim da temporada, mas pode se dar também porta-luvas negociação envolvendo o pivô que resulte em algo valioso para o futuro. Pode ser qualquer coisa. O que importa mesmo no fim é que o pensamento de que nunca vai conseguir brilhar nos playoffs se continuar em Nova Orleans passe longe da cabeça de Davis.”

Oklahoma City Thunder

“Que o bom ritmo recente de vitórias se mantenha, até mesmo contra adversários mais fortes do que esses últimos que cruzaram nosso caminho. O que passa por a defesa continuar entre as cinco mais eficientes e o ataque funcionar melhor do que no começo da temporada com as três estrelas jogando juntas. Todo mundo sabia que não seria uma equação fácil mesmo encaixar esses três e, ao mesmo tempo, usar Andre Roberson de uma maneira que suas limitações ofensivas não matem o espaçamento. Mas seria um presente e tanto se Billy Donovan encontrasse respostas neste sentido a tempo dos playoffs. Ajudaria demais também se Russell Westbrook tivesse um estalo e passasse a perceber que dá para jogar sem bola também, ao invés de ficar parado e desistir do ataque assim que faz um passe para o lado. E seria útil demais se Donovan também achasse uma forma de não depender tanto assim de Roberson, que não pode encostar na bola no ataque, mas que é parte essencial do sucesso da defesa.”

Phoenix Suns

“Devin Booker já é ótimo ofensivamente, mas seria muito bem-vinda alguma evolução dele no outro lado da quadra. Mas o mais importante mesmo é que apareça logo alguém com um nível de talento que pelo menos chegue perto do dele, que evite fazê-lo pensar em se mandar do Suns na primeira oportunidade que tiver. Então é bom que Marquese Chriss e Dragan Bender continuem evoluindo pelo menos ao ponto de se mostrarem boas peças de apoio. E que Josh Jackson tenha um arremesso de média e longa distância mais consistente, ao mesmo tempo em que se consolide como um defensor de primeira linha. O Draft também poderia ajudar muito. Uma escolha entre as cinco primeiras estaria de ótimo tamanho. Melhor ainda se o Miami Heat ficar mais uma vez fora dos playoffs por pouco, já que a escolha deles será do Suns se cair da nona posição em diante.”

Portland Trail Blazers

“Até um tempo atrás, a defesa era a grande preocupação deste time. Era o que segurava o Blazers e parecia o impedir de sonhar mais alto no Leste. Ela finalmente melhorou e hoje é uma das melhores da NBA, então é importante agradecer por isso. Mas as coisas pioraram do outro lado da quadra, justamente onde iam tão bem até um tempo atrás. Damian Lillard e CJ McCollum não perderam talento, mas têm sofrido muito com as pressões que recebem no perímetro e estão encontrando dificuldades para envolver os companheiros. Alguns reflexos disso: o time é um dos cinco que menos tenta bolas de três na temporada e é o que menos usa assistências para fazer cestas. As assistências nunca foram um ponto muito forte deste time com Lillard e McCollum, nem mesmo nos tempos áureos do sistema ofensivo, mas o índice agora está ainda mais baixo e não chega nem na casa dos 50%. Então está claro que o ataque precisa melhorar. Mas pensando um pouco mais à frente, talvez o melhor presente seja Neil Oshley dar algum jeito em julho de se redimir de certas contratações equivocadas do passado, conseguindo alívio na folha salarial e conquistando alguma flexibilidade financeira para o futuro.”

Sacramento Kings

“Que finalmente um projeto de reconstrução de algum sinal de que dará certo um dia. O que passa principalmente por De’Aaron Fox se parecer mais com John Wall do que com Dennis Schröder em um futuro próximo. Mas que inclui também a capacidade de Buddy Hield se estabelecer como uma força ofensiva e o amadurecimento de gente como Bogdan Bogdanovic e Frank Mason. Depois de tanta besteira recente, não seria demais pedir também uma nova noite de trabalho inspirado no Draft, assim como foi em 2017. Até lá, que os caras mais velhos do elenco consigam passar experiência e mostrar o caminho do sucesso para os mais novos, mas sem encherem o saco por falta de minutos ou acúmulo de derrotas.”

San Antonio Spurs

“Kawhi Leonard precisa voltar, pelo menos, ao nível em que estava na temporada passada, antes de se machucar na série contra o Golden State Warriors. O time tem sido muito bom até agora e Gregg Popovich conseguiu encontrar algumas opções interessantes dentro do elenco, mas não dá nem para começar a pensar em competir de verdade pelo topo sem o melhor Kawhi possível. Além disso, é importante encontrar alguma maneira de fazer o ataque funcionar sem minar LaMarcus Aldridge, que foi gigantesco no início do campeonato e que ficou insatisfeito com o papel que teve no campeonato passado.”

Utah Jazz

“Seria bom se as lesões desse um tempo e permitissem que Quin Snyder tivesse mais vezes força máxima à disposição. Mas o que parece mais importante de se pedir hoje é que Donovan Mitchell venha a se transformar mesmo na estrela que dá pinta de que pode se tornar um dia. Esse sistema ofensivo, diversas vezes engessado demais em situações de meia quadra, se beneficiaria muito se o calouro se consolidasse como uma peça capaz de pegar a bola nas mãos quando as jogadas quebrarem e dar um jeito de colocá-la na cesta. É o tipo de coisa que ajudaria muito esse time a vencer uns jogos a mais e parecer um pouco mais competitivo no Oeste.”

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