O que mais chamou a atenção em “The Last Dance” – Episódios 9 e 10

Luís Araújo

Acabou. Os dois últimos episódios de “The Last Dance” foram para o ar na Netflix, terminando de contar a história de uma das dinastias mais marcantes do esporte em todos os tempos. A exemplo do que aconteceu nas últimas semanas, o Triple-Double amplia a discussão por aqui repercutindo os pontos que mais chamaram a atenção neste par de capítulos.

Para ver os textos sobre os episódios anteriores, é só clicar nos links: 1 e 23 e 45 e 6, 7 e 8.


O osso mais duro

Não foi o Utah Jazz, adversário em duas finais complicadas. Nem o New York Knicks, que chegou a levar a série de 1992 para sete jogos e que tantas outras vezes apareceu pelo caminho. Tampouco o Phoenix Suns, que teve aquele Jogo 6 nas mãos e atuaria mais uma vez em casa se tivesse uma sétima partida para decidir o título de 1993. Para Bill Wennington, foi o Indiana Pacers o adversário mais difícil que o Bulls teve nos playoffs.

Wennington participou do segundo tricampeonato, mas não fazia parte do primeiro. Ele não participou, por exemplo, daquela saga para destronar o Detroit Pistons. Só que Michael Jordan estava. E o pensamento dele não é muito diferente em relação ao nível de dificuldade que o Pacers impôs ao Bulls naquela final de conferência de 1998. “Se tivesse que escolher uma equipe do Leste que mais nos incomodou nos playoffs, seria o Pacers, tirando o Pistons”, afirmou.

Larry Bird, então comandante do Pacers, apareceu dizendo que sentia ter uma chance bem razoável ali de conquistar um título como treinador. Jalen Rose, ala-armador que era reserva dquele time, foi mais incisivo: “Nós estávamos confiantes de que podíamos acabar com o reinado do Bulls.”

A série tratou de bancar essas declarações todas. Na verdade, dá até para dizer que ver depois de 22 anos essa história ser recontada dá até a impressão de que o negócio foi ainda mais parelho do que as lembranças daquela época sugeriam até então.

Foi interessante relembrar de como terminou o Jogo 4. Scottie Pippen errou dois lances livres na reta final, depois Reggie Miller acertou um chute de três para colocar o Pacers à frente com menos de um segundo para acabar. O depoimento dele em detalhes, contando como já imaginava que Jordan trocaria a marcação para pegá-lo e como imaginou tirar proveito do choque entre os dois para criar espaço para o chute, enriqueceu ainda mais a história. Mas o mais curioso foi a expressão no rosto de Bird, a única pessoa no ginásio que não comemorou aquela cesta porque sabia que Jordan ainda era capaz de dar a vitória ao Bulls com aquele tempo que restava no cronômetro. Algo que quase aconteceu mesmo. A bola entrou e saiu.

O Pacers ficou muito perto ali de ficar em uma desvantagem de 3 a 1 na série — e aí o negócio provavelmente acabaria no Jogo 5, em Chicago. Mas não foi ficou. Conseguiu empatar em 2 a 2. Depois de vencer mais uma vez dentro de casa, foi para a sétima partida em Chicago.

O documentário recuperou a famosa declaração de Jordan após a derrota no Jogo 6, em que ele afirma de maneira categórica: “Nós vamos vencer o Jogo 7”. Deu certo, como sabemos. Mas é muito interessante relembrar como aquela partida derradeira em Chicago foi dramática, muito mais do que parece para quem olha apenas para os cinco pontos de diferença no placar final. O Pacers chegou a liderar a partida durante o último quarto, e foi uma cesta de três de Steve Kerr que, nas palavras do próprio Miller, fez a história daquele confronto mudar.

Incrível. Ter levado aquele Bulls a sete jogos em uma série de playoffs já diz muito sobre o quão forte foi o Pacers de 1998. O que talvez não parecia tão claro era o quanto esse time ficou perto de realmente destronar Jordan e companhia naquela ocasião, algo devidamente corrigido pelo documentário. Que bom.


A história de Steve Kerr

Já vinha sendo muito fácil admirá-lo nestes tempos como técnico do Golden State Warriors. Não só pelo trabalho à frente da equipe em si, mas pela maneira como lida com jogadores, pelo posicionamento em questões que podem ou não envolver o basquete, pela visão de mundo que expressa vez ou outra e até mesmo por reconhecer os próprios erros. As coisas que são contadas sobre ele em “Last Dance” tendem a fazer essa admiração crescer ainda mais.

É difícil não se emocionar com o relato sobre como o pai dele foi assassinado no Líbano. A história é pesada, mas há um outro lado nesta questão: as memórias de Kerr e da mãe dão conta sobre o quanto o pai buscava passar aos filhos uma visão de mundo mais humanitária. É inevitável não pensar nisso e associar imediatamente às coisas positivas que são possíveis de se enxergar hoje em dia no técnico do Warriors.

Tem uma hora que Kerr, já derrubando lágrimas, afirma que o pai certamente teria gostado muito de ver as coisas que aconteceram na vida dele depois. Lógico. Ele ganhou quatro títulos consecutivos da NBA como jogador (fez parte da conquista do San Antonio Spurs em 1999) e ainda formou uma outra dinastia como treinador. Mas é muito fácil imaginar que o pai dele teria muito mais motivos do que isso para olhar para Kerr com felicidade nos dias de hoje. É difícil querer colocar a mão no fogo por alguém assim tão distante. Nunca dá para saber o que pode acontecer amanhã. Mas com o que temos de base até agora, dá para olhar para ele e pensar que grande cidadão esse cara é hoje.

De acordo com o que a mãe fala no documentário, a morte do pai fez Kerr mergulhar ainda mais fundo no basquete. Foi uma maneira que encontrou de lidar com a dor. Só que nem todo mundo chega à NBA com o status de “prospecto interessante”. Kerr sabia que passava longe disso. Ele apareceu contando que não despertou tanta atenção assim das universidades quando terminou o colegial e que também não fez muito barulho quando virou profissional. “Tive que lutar com tudo o que tinha e me agarrar como desse na NBA”, disse.

Deu certo. Ele acabou ficando na NBA, como bem sabemos. Mas sempre tendo os pés no chão, o que talvez tenha sido determinando para que as coisas acabassem funcionando para ele. “Eu tinha em mente que era uma peça de apoio”, falou ele em determinado momento do nono episódio. Tudo isso apareceu como uma maneira de conduzir à história de como Jordan passou a confiar nele dentro de quadra e de como ele deu aquele importante arremesso no Jogo 6 das finais de 1997.

Tão interessante quanto tudo isso é o relato de Kerr sobre como se inspirou em John Paxson, uma outra peça de apoio que apareceu em alguns momentos importantes durante o primeiro tricampeonato do Bulls. Isso mostra uma visão muito interessante e até incomum por parte de um atleta. Serve como um grande exemplo do quanto reconhecer e entender as próprias limitações pode ajudar.


“Flu Game”

Mesmo os mais novos já devem ter ouvido falar desta história: mesmo com muita febre e sofrendo demais para permanecer em quadra, Jordan teve 38 pontos, sete rebotes, cinco assistências e três roubos de bola para comandar a vitória do Bulls no Jogo 5 das finais de 1997, em Salt Lake City, evitando que o Jazz passasse à frente na série e colocando seu time a um passo do quinto título.

Mas o legal mesmo é que o documentário oferece um pouco mais de detalhes sobre essa história, ajudando a dar uma dimensão ainda maior do quanto foi especial o que Jordan fez naquele dia. Começando pela fome que bateu justo quando o hotel já não estava mais servindo comida, passando pela história sinistra dos cinco entregadores que foram levar a pizza até ele, as consequências de uma intoxicação alimentar que o acompanharam madrugada adentro, chegando na declaração da mãe, que chegou a sugerir ao filho que não seria uma boa ideia entrar em quadra.

Os relatos dos companheiros de time sobre a aparência de Jordan durante aquela partida também ajudam a enriquecer essa história. Há algumas imagens recuperadas que falam por si só. O cansaço bem acima do normal era evidente. Dava para ver que aquilo ali estava sendo um sacrifício.

“Ele mostrou que ainda era o melhor jogador do mundo, não importa o quanto estivesse doente”, disse Pippen. De fato, é impressionante pensar em alguém naquele estado conseguir reunir força o suficiente para entregar uma atuação daquele nível numa final de NBA. E é ótimo que uma história como essa tenha sido devidamente contada em um documentário com tanto alcance entre um público mais novo.


Bryon Russell na mira

Ao longo de todo o documentário, não faltaram demonstrações do quanto Jordan era capaz de pegar qualquer tipo de provocação para transformar em combustível. Tinha coisa pequena, que muitas vezes quem fez nem tinha a intenção de mexer com o brilho de ninguém, mas que acabava mexendo. Teve até invenção aí no meio. Mas teve gente que ousou mesmo entrar na onda do “trash talk” e provocou sabendo o que estava fazendo.

Foi o caso de Bryon Russell. Jordan relembrou de uma passagem que aconteceu ainda durante os anos de sua primeira aposentadoria, quando ainda estava no baseball. O Utah Jazz estava treinando em Chicago antes de um jogo e ele apareceu para cumprimentar Karl Malone e John Stockton — que haviam sido seus companheiros de Dream Team. Enquanto os três conversavam, Russell apareceu do nada e o questionou: “Por que você desistiu? Você sabia que eu poderia arrebentar com você te marcando, então você foi embora.”

Custou muito caro, ainda mais depois de a série ter nos mostrado tanto sobre o quanto Jordan era capaz de guardar essas coisas para dar o troco quando tivesse a oportunidade, mesmo que demorasse. No Jogo 1 das finais de 1997, Jordan decidiu para o Bulls com um arremesso certeiro na cara de Russell. Ali, ele já estava tomado pela vontade de fazer o oponente pagar pela provocação do passado.

E o pior ainda estava por vir para Russell, convenhamos. Foi ele quem ficou no chão apenas olhando Jordan dar aquele arremesso épico no final do Jogo 6 de 1998.


O sacrifício de Pippen

O Jogo 6 das finais de 1998 foi um grande sacrifício para Scottie Pippen. Uma lesão nas costas apareceu logo na primeira posse de bola. O incômodo foi tão grande que o levou ao vestiário e o tirou da maior parte do primeiro tempo. Parecia até que ele nem voltaria mais a jogar. “Ele estava com muita dor. Tão incapacitado. Ele tinha perda de função contínua, estava perdendo mobilidade, e a dor só aumentava”, disse Chip Schaefer, preparador físico do Bulls na época.

Phil Jackson admitiu que as coisas ficaram muito ruins para o time, que passou a simplesmente se segurar de qualquer jeito em quadra durante a ausência de Pippen no primeiro tempo. Depois de um intenso processo de tratamento no vestiário para tentar aliviar a dor, Pippen voltou para o segundo tempo. Mas o problema estava longe de ter sido resolvido de vez. As imagens da partida deixam bem claro o quanto parecia um sacrifício para ele participar daquela partida. O jeito que corria em alguns momentos chega até a dar agonia. A expressão de dor era evidente. Parecia que o corpo não ia aguentar.

“Michael me pediu para fazer tudo o que pudesse para continuar em quadra porque era melhor que estivesse ali do que no vestiário”, contou Pippen. “Então eu fiz das tripas o coração naquele jogo.”

É claro que aquela partida não foi uma das melhores de Pippen. Mas o simples fato de ter permanecido em alguns momentos ao longo do segundo tempo em quadra acabou servindo de grande ajuda para que o Bulls conquistasse a vitória e o sexto título naquela noite. E se por ventura alguém tivesse ainda a ideia de que ele pudesse ser um jogador mole, essa história serviu para provar o contrário.

“Ele é tão duro, intenso e competitivo como qualquer outro jogador com quem trabalhei”, relatou Schaefer. “E o que ele fez naquele sexto jogo foi extraordinário. Sei que muitos naquela situação teriam desistido sem qualquer tipo de hesitação. Mas ele se jogou ali para fechar aquela série a qualquer custo.”


O minuto final impecável

Ao recontar a história do Jogo 6, o documentário mostra que o Jazz abriu três pontos de vantagem no placar depois de uma cesta de três de John Stockton a 41 segundos do fim. Era uma situação extremamente desafiadora para o Bulls, especialmente se considerar o quanto a questão envolvendo Pippen desgastou Jordan, que praticamente não descansou naquela partida.

“Em um estágio avançado da carreira, Jordan precisava carregar o time”, comentou o narrador Bob Costas. “Ele estava jogando minutos demais em uma série exaustiva. E a sequência dos acontecimentos naqueles segundos finais é uma das melhores que se verá em qualquer esporte.”

Nós sabemos bem que foi isso mesmo. Foi maravilhoso. As tomadas de decisão certeiras e as execuções precisas sob extrema pressão naqueles segundos finais talvez sejam o melhor resumo de quem foi Michael Jordan no basquete. Saber o que passou pela cabeça dele durante aqueles segundos torna as coisas ainda mais fascinantes.

“Depois que fiz a bandeja para reduzir a diferença, eu sabia que eles iam fazer aquela jogada conhecida com Karl Malone. Eles tinham feito isso já algumas vezes antes. Karl estava batalhando com Dennis Rodman a partida inteira, mas se esqueceu totalmente que eu estava do outro lado”, relatou Jordan.

Aí veio um tapa perfeito na bola para desarmar o principal jogador do adversário, recuperar a posse e espalhar um clima de tensão pela torcida do Jazz no ginásio. Jordan contou ter visto que Phil Jackson não pretendia pedir tempo, e logo em seguida o treinador explicou o que o levou a tomar tal decisão: “Se pudessemos fazer alguma coisa sem que eles tivessem a chance de planejar como nos marcar, evitando a defesa montada deles, seria melhor.”

Funcionou. O arremesso certeiro de Jordan depois do drible em cima de Bryon Russell é o tipo de lance que mesmo os fãs mais novos de NBA já devem ter visto uma vez na vida. Mas parece que não perder a graça. E quando se consideram todos os elementos que precederam o chute, colocando-o sob contexto, atinge-se um nível ainda mais alto de encantamento.

O documentário tratou de fazer isso muito bem, e as revelações dos personagens por trás deste lance sobre como viveram aquele momento o valorizam ainda mais. Ao ponto de despertar emoção mesmo depois de tantos anos.


“Mais um ano”

A torcida em Chicago apareceu em peso para comemorar o sexto título, assim como tinha acontecido nas outras cinco conquistas. O que tinha de diferente naquela vez era o grito por “mais um ano”, implorando para que aquela não tivesse sido a última dança.

Ao pegar o microfone para falar com o público, Phil Jackson disse o seguinte: “Um ano atrás, Jerry Reinsdorf (proprietário da franquia) me ligou e perguntou se achava que poderíamos repetir a dose. Eu respondi que sim. Sem a volta do Scottie, isso não teria sido possível. Michael nos colocou sobre os ombros e nos trouxe para casa. E agradeço a Jerry Krause pela oportunidade dada. Ele tinha outro plano, mas deixou de lado. Valeu, Jerry.”

Antes mesmo de terminar o pronunciamento, o som das vaias subiu com força, obviamente direcionadas ao gerente-geral do Bulls, que tanto havia falado ao longo da temporada o quanto queria fazer logo uma reformulação no elenco.

Essa é uma história que Jordan parece ainda não ter superado. Ao ser questionado se prefere que as coisas tenham terminado assim ou se gostaria de ter tentado uma sétima conquista, ainda que falhasse, ele respondeu que teria sido melhor tentar mais uma vez. E argumentou ainda que todas as peças ali do elenco, além do próprio Phil Jackson, topariam assinar um novo contrato de um ano em nome da busca de um sétimo título.

Krause, infelizmente, morreu há uns anos e não teve a oportunidade de dar a sua versão dos fatos ao documentário. Mas o jornalista KC Johnson conseguiu autorização para publicar alguns trechos de um livro de memórias que Krause não chegou a concluir. E ao se recordar daquela offseason de 1998, ele argumenta que não seria possível manter o time no mesmo nível. Os motivos para isso: algumas peças de apoio, como Luc Longley e Dennis Rodman, estavam esgotadas fisicamente, Pippen também representava um risco muito grande, e as limitações do teto salarial impediriam reposições à altura.

Dá para entender a frustração de Jordan? Claro. Mas também é possível olhar para o que Krause alegou e encarar o raciocínio dele de forma razoável. A forma como ele conduziu o fim daquele processo é realmente merecedora de críticas, como já falado por aqui algumas vezes ao longo da última semana. Mas a decisão de seguir aquele caminho de reconstrução em 1998 por entender que o gás tinha acabado não chega a ser nem um pouco absurda.


Crédito a Krause

Além da maneira como conduziu esse processo de fim da dinastia, Krause merece críticas também pela forma como procurou não lidar com a situação salarial de Scottie Pippen durante aqueles anos todos de conquistas. Não faltaram momentos no documentário em que ele chegou perto de parecer uma espécie de vilão, mas também não foram raros os reconhecimentos ao tanto que ele foi determinante para a construção deste Bulls multi campeão.

De qualquer maneira, foi muito legal um depoimento de Pippen, depois de tantas desavenças, em tom de admiração por Krause no fim do último episódio.

“Não podemos derrubá-lo. Ele merece crédito por ter sido o gerente-geral daqueles times. Tive ótimas pesosas na minha vida, foi por isso que tive sucesso. Joguei com Phil Jackson, que foi o melhor técnico de basquete. Michael Jordan foi o melhor jogador de todos os tempos. E é claro que Jerry Krause foi o melhor gerente-geral de todos os tempos”, afirmou Pippen.


Pearl Jam e o ritual no fim

Depois que toda a história da conquista do sexto título foi contada, passando por viagens no tempo que lembraram também os caminhos que levaram o Bulls àquele ponto, chegou a hora de falar de como as coisas terminaram. E a maneira como “The Last Dance” fez isso foi de uma sensibilidade ímpar. A câmera começou a passar pelo United Center vazio nos dias atuais, em um rimo lento, enquanto eram tocadas as primeiras notas da música “Present Tense”, do Pearl Jam.

Aqui, vale uma explicação. “Present Tense” é uma das 13 músicas que fazem parte do álbum “No Code”, lançado pela banda em agosto de 1996. É claro que qualquer letra pode gerar um tipo de interpretação diferente por parte de quem a analisa, mas dá para dizer que “Present Tense” oferece uma espécie de reflexão sobre a forma de se olhar para a vida, entendendo e aceitando o passado para se viver bem o presente e seguir em frente.

Uma história curiosa aconteceu em 2006, durante um show do Pearl Jam no ginásio do Bulls. Antes de a banda começar a tocar “Present Tense”, o vocalista Eddie Vedder disse ao público que aquela música o fazia pensar bastante sobre Michael Jordan e todo aquele time que marcou época em Chicago nos anos 1990.

No documentário, enquanto a música continuou tocando, Steve Kerr começou a contar uma história sobre um encontro que o time teve com Phil Jackson depois daquele sexto título. Era uma reunião especificamente para marcar o fim daquela trajetória. “Ele pediu a todos para que nós levássemos qualquer coisa que quisessemos escrever sobre o que o time significava para nós”, contou Kerr.

Jackson apareceu para explicar que tinha tido uma ideia a partir de um ritual que a mulher dele conheceu ao participar de um grupo que ajudava pessoas em luto: escrever memórias em pedaços de papel, depois colocar tudo dentro de uma lata e queimar. Foi o que eles todos fizeram naquela reunião para marcar o fim daquele Bulls.

A maneira como essa história foi contada, o depoimento dos personagens envolvidos e a escolha da trilha sonora representaram um ponto final à altura de “Last Dance”. Um documentário que pode até ter tido um ponto de ressalva aqui e ali, mas que seguramente entra na prateleira dos melhores já produzidos.

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