O que vale a pena ficar de olho em cada time do Final Four?

Luís Araújo

Chegou a hora do Final Four do torneio masculino da NCAA. Uma das partidas valendo vaga na decisão terá Loyola Chicago, a grande surpresa da competição, diante de Michigan. No outro duelo, a disputa será entre Villanova e Kansas.

Não viu nada de basquete universitário até agora, mas ainda assim quer aproveitar essas duas partidas decisivas? Tudo bem. O Triple-Double fez um apanhado de informações e pegou um depoimento de Rodrigo Lazarini (um dos responsáveis pelo Live College BR e que acompanhou tudo de perto nestas últimas semanas) para dar uma noção do que merece atenção em cada uma destas equipes.


Loyola Chicago

Títulos: 1963

Outras participações em Final Four: nenhuma

Jogadores cotados para o Draft da NBA: nenhum

Outros destaques do time: o armador Clayton Custer (13,2 pontos e 4,2 assistências por jogo) e o ala Donte Ingram (11,3 pontos e 6,3 rebotes por jogo)

Comentário do Rodrigo Lazarini: “Tem um charme diferente e conta com a torcida de muita gente por ser a grande ‘Cinderela’ do torneio. Afinal, é raro alguém que se classificou em 11º chegar ao Final Four. Durante a caminhada, duas vitórias foram no estouro do cronômetro. Um ponto interessante deste time é a coletividade. Tem sempre alguém diferente aparecendo para se destacar mais que o resto nas partidas. A defesa é muito boa. Foi assim durante toda a temporada. E é uma equipe que chuta muito. Quanto mais as bolas estiverem caindo, maiores as chances de vitória”

Michigan

Títulos: 1989

Outras participações em Final Four: 1964, 1965, 1976, 1992, 1993 e 2013

Jogadores cotados para o Draft da NBA: Moritz Wagner, ala-pivô projetado para a segunda rodada (14,3 pontos e 6,9 rebotes por jogo na temporada)

Outros destaques do time: o ala-armador Charles Matthews (13,0 pontos e 5,6 rebotes por jogo) e o armador Muhammad-Ali Abdur-Rahkman (12,8 pontos, 3,9 rebotes e 3,3 assistências por jogo)

Comentário do Rodrigo Lazarini: “O técnico John Beilein disse que esse é um dos melhores times defensivos que já treinou na vida. Uma peça-chave nisso aí é o Zavier Simpson, principal defensor individual deste elenco. Ele é realmente muito chato marcando. Vale a pena também, claro, ficar de olho no Moritz Wagner. É o principal prospecto deste elenco. E tem uma curiosidade: com a mãe dele nos Estados Unidos para vê-lo jogar, Michigan nunca perdeu. Essa equipe teve altos e baixos durante o campeonato todo, mas parece que esquentou na hora certa. O lado negativo é a consistência no ataque. Tem dia que funciona muito bem, mas em outros não é isso o que acontece.”

Villanova

Títulos: 1985 e 2016

Outras participações em Final Four: 1939, 1971 e 2009

Jogadores cotados para o Draft da NBA: Mikal Bridges, ala projetado para Top 10 (17,8 pontos e 5,4 rebotes por jogo na temporada); Jalen Brunson, armador projetado para primeira rodada (19,2 pontos, 4,6 assistências e 3,1 rebotes por jogo)

Outros destaques do time: o ala-armador Donte DiVincenzo (12,9 pontos, 4,7 rebotes e 3,5 assistências por jogo) e o ala Omari Spellman (10,8 pontos e 7,8 rebotes por jogo)

Comentário do Rodrigo Lazarini: “O quinteto titular é muito forte e o banco oferece bastante profundidade. O Brunson acabou de ganhar o prêmio de melhor jogador universitário da AP. Ele é um armador de menos de 1,90m, mas que tem um jogo muito forte no poste baixo. Não é raro a gente ver jogadores mais altos abrindo no perímetro enquanto ele fica lá perto do garrafão criando oportunidades de costas para a cesta. É algo bem interessante de se ver.”

Kansas

Títulos: 1952, 1988 e 2008

Outras participações em Final Four: 1940, 1953, 1957, 1971, 1974, 1986, 1991, 1993, 2002, 2003 e 2012

Jogadores cotados para o Draft da NBA: Sviaroslav Mykhailiuk, ala-armador projetado para a primeira rodada (14,7 pontos e 4,0 rebotes por jogo na temporada); Devonte Graham, armador projetado para a segunda rodada (17,2 pontos, 7,3 assistências e 4,1 rebotes por jogo)

Outros destaques do time: o armador Malik Newman (14,0 pontos e 4,9 rebotes por jogo) e o pivô Udoka Azubuike (13,1 pontos e 7,1 rebotes por jogo)

Comentário do Rodrigo Lazarini: “É minha escolha para ser campeão. O motivo para isso? Simplesmente porque tem uma dupla de armação espetacular, com Graham e Newman, e um gatilho como o Mykhailiuk, que tem aproveitamento de 44,7% nas bolas de três nesta temporada. É uma turma de perímetro muito difícil de se marcar. Mas vale a pena ficar de olho também no garrafão, que pode pender para o bem ou para o mal. O Azubuike é muito forte, mas vira e mexe passa por problemas com faltas. Isso aconteceu na partida contra Duke, que deu a classificação para o Final Four. Naquela oportunidade, o Silvio de Souza saiu do banco e deu conta do recado, com quatro pontos e dez rebotes nos 26 minutos em que precisou ficar na quadra. Mas vai saber se esse tipo de coisa voltar a acontecer.”

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