Prévia da série – Pinheiros x Vasco

Luís Araújo

(8º) Pinheiros x Vasco (9º)

Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o Vasco
Histórico nos playoffs: é a primeira vez que os dois times se cruzam
Curiosidade: Hoje jogadores do Vasco, Bruno Fiorotto e Márcio Dornelles fizeram parte do elenco que levou o Pinheiros ao título da Liga das Américas em 2013


Calendário da série

Jogo 1 – 04/04 (terça) – 19h30 – Ginásio São Januário, no Rio de Janeiro (SporTV)
Jogo 2 – 07/04 (sexta) – 21h30 – Ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo (SporTV)
Jogo 3 – 09/04 (domingo) – 16 horas – Ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo (Facebook Live)
Jogo 4* – data e horário a definir – Ginásio São Januário, no Rio de Janeiro
Jogo 5* – data e horário a definir – Ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo
*Se necessário


Desmond Holloway, principal arma do Pinheiros (Foto: Stephen Eilert/Solar Cearense)

Pinheiros

Campanha: 16 vitórias e 12 derrotas
Provável time titular: Corderro Bennett, Desmond Holloway, Gemerson, Renan e Ansaloni
Técnico: César Guidetti
Como chega aos playoffs: chegou a abrir o segundo turno entre os quatro melhores da competição, mas não teve força para se sustentar lá. A série de resultados após a pausa para o carnaval não ajudou. Foram cinco vitórias e cinco derrotas desde então, o que serviu para distanciar a equipe das outras que lutavam por um lugar no topo da tabela.


David Jackson, principal jogador do Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Vasco

Campanha: 14 vitórias e 14 derrotas
Provável time titular: Nezinho, David Jackson, Gaúcho, Murilo e Wagner
Técnico: Dedé Barbosa
Como chega aos playoffs: também chegou a aparecer na briga por um lugar entre os quatro melhores no início do segundo turno, mas foi caindo de produção depois disso. Dos últimos oito jogos da fase de classificação, perdeu cinco e tomou mais de 70 pontos em sete deles.


Bennett encara a marcação de Palacios (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

O que merece atenção no duelo

Defesa vascaína

Um grande ponto a ser observado nesta série e que tem tudo para determinar que rumo ela tomará diz respeito à defesa do Vasco. Foi a terceira pior da fase de classificação, de acordo com levantamento do RealGM, sofrendo 110,9 pontos a cada 100 posses de bola. Só Caxias do Sul e Minas, que não avançaram aos playoffs, tiveram índice mais alto.

O aproveitamento dos adversários do Vasco nos arremessos foi de 44%, sexto mais alto do NBB. Não que isso seja um desempenho bom. Não é, definitivamente. Principalmente porque o Pinheiros converteu 45,1% dos seus chutes antes dos playoffs, o que foi a terceira melhor marca do campeonato — atrás apenas de Brasília e Flamengo.

Mas o que piora bastante as coisas é o rendimento nos rebotes defensivos, já que só 69,3% são capturados. Para se ter uma ideia do que esse número representa: é o mais baixo do campeonato, o único a ficar abaixo da marca de 70%. Isso já seria bastante preocupante de qualquer jeito, mas fica um pouco mais diante da constatação de que o Pinheiros foi um dos cinco melhores em rebotes de ataque. Especialmente graças a Ansaloni e Teichmann, que são ótimos neste fundamento.

Ou seja: além de ter muitos problemas para conter os ataques adversários, o Vasco ainda oferece novas chances para pontuar como ninguém. Não dá para ter sucesso com essa combinação.

Muitos erros e bolas de três

Uma outra coisa que influencia bastante o mau desempenho da defesa vascaína é a quantidade de desperdícios de posse de bola, algo que acontece em 16,4% dos seus ataques — menos apenas do que Minas e Liga Sorocabana. Se defender em transição costuma ser um desafio grande para qualquer um, é de se imaginar que os problemas sejam ainda maiores para quem tem uma marcação tão ruim quanto a do Vasco.

Hélio, uma das armas do Vasco nas bolas de três (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

Do outro lado da quadra, o time carioca conta basicamente com David Jackson e Nezinho para iniciar as ações. Uma virtude da equipe são as bolas de três. O aproveitamento na temporada até agora é de 35,2%, terceiro melhor do NBB, atrás apenas de Mogi das Cruzes e Brasília.

Ao mesmo tempo, porém, Nezinho vem tendo a sua pior temporada em arremessos de três, convertendo 29% das suas tentativas. É o aproveitamento mais baixo da carreira dele, ficando abaixo da casa dos 30% pela primeira vez. Diante de um ataque que gosta bastante de usar os bloqueios para forças as trocas, será curioso observar o comportamento da defesa do Pinheiros. Vai deixá-lo chutar mesmo, dando espaço e o induzindo ao arremesso a partir do drible a cada vez que for preciso reagir aos bloqueios feitos para ele?

Já o Pinheiros não tem essas bolas longas como arma. Ao lado da Liga Sorocabana, o time teve o pior aproveitamento da primeira fase nestes arremessos, convertendo 30,4% deles, mas também foi o que menos tentou. O que costuma aparecer quando as coisas dão certo para o sistema ofensivo dos paulistas são os arremessos de média distância e infiltrações de Holloway — coisas que ele adora fazer para somar pontos — e, principalmente, as movimentações sem bola. Até por se tratar de um ataque que não tem os chutes de longe como grande característica, é fundamental que Holloway e Bennett cortem para a cesta e façam isso na hora certa quando não estiverem com a bola nas mãos.

Jackson x Holloway

No levantamento do RealGM, os dois norte-americanos aparecem entre os cinco jogadores com maior índice de PER (uma estatística para medir eficiência usada na NBA) do NBB. Será curioso observar como os times irão se comportar para tentar conter esses dois.

No Pinheiros, talvez Gemerson fique responsável pela tarefa de acompanhar Jackson — pelo menos em um primeiro momento, antes de bloqueios forçarem alguma troca. No Vasco, Jackson possivelmente seria o nome mais indicado para marcar Holloway. Mas será que isso vai mesmo acontecer, já que ele provavelmente será bastante exigido também no outro lado da quadra?


Palpite

Pinheiros vence a série.

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