Thompson cobra do Warriors mais “19 ou 20 vitórias” e defesa “número 1”

Luís Araújo

O Golden State Warriors teve uma campanha de seis vitórias e quatro derrotas nos últimos dez jogos que disputou antes da pausa para o “All-Star Game”. Não é nada que possa ser considerado um desastre, mas foi o que bastou para a perda da liderança da Conferência Oeste para o Houston Rockets, que engatou dez triunfos consecutivos durante esse mesmo intervalo de tempo. Por mais que as coisas sejam diferentes na hora dos playoffs, reconquistar o primeiro lugar é, sim, uma missão importante para os atuais campeões neste resto de temporada regular. Pelo menos é isso o que Klay Thompson pensa.

“Estamos atrás de um oponente que está jogando muito bem, é importante dar o crédito a eles. Mas nós precisamos retomar o foco, sabemos o quanto é crucial ter o mando de quadra nos playoffs”, disse Thompson, em uma entrevista por vídeo com jornalistas do mundo todo da qual o Triple-Double fez parte antes do “All-Star Game”.

“Essa é nossa meta principal para depois desta pausa. É incrível como essa temporada tem passado rápido, já estamos em um ponto em que faltam 24 jogos até os playoffs. Esperamos conseguir ganhar 19 ou 20 destes últimos confrontos. Acho que assim alcançaremos nosso objetivo de reconquistar o primeiro lugar”, completou.

Na cabeça de Thompson, existe um outro objetivo para o restante da temporada que está diretamente relacionado à luta pela reconquista do topo do Oeste: uma melhora na produção defensiva. Durante toda a temporada, o Warriors tem sofrido em média 103,7 pontos por posse de bola, o que o coloca em quinto lugar no ranking de eficiência defensiva. Se forem considerados só os últimos dez jogos antes do “All-Star Game”, esse número sobe para 104,6, o que representa a nona melhor marca da liga durante o período.

Não é nada catastrófico, obviamente. Para muitos times, aparecer entre as dez melhores defesas da NBA já seria um excelente sinal. Mas a questão para Thompson é que o Warriors é capaz de mostrar mais do que vem apresentando e até precisa disso para reduzir ao máximo as chances de ser desbancado por alguém no meio do caminho para o quarto título seguido do Oeste.

“Nossa defesa não tem sido o melhor que pode ser. Temos derrapado um pouco neste lado da quadra, então considero que temos de jogar mais duro neste sentido. Nosso sistema ofensivo continua ótimo, podemos fazer pontos contra qualquer um. Mas quando chegam os playoffs, não dá para se depender apenas do ataque o tempo inteiro. O que dá para se controlar o tempo inteiro é o esforço na defesa”, refletiu Thompson.

“Nestes últimos 24 jogos da temporada regular, eu espero que a gente seja o time número 1 no ranking de eficiência defensiva. Não fomos tão bem nos últimos meses, mas vamos mudar isso”, prometeu.

Essa observação de Thompson vai ao encontro de algo que o técnico Steve Kerr chegou a declarar após a derrota do Warriors para o Utah Jazz por 129 a 99 — em um destes dez jogos antes da pausa para o “All-Star Game”. Pesou muito para a história da partida o fato de os atuais campeões terem acertado só cinco das 25 bolas de três que tentaram, mas foi o que aconteceu do outro lado da quadra que realmente incomodou o treinador. Ele classificou a maneira como seus comandados reagiram aos bloqueios como preguiçosa.

Uma maneira que Kerr encontrou de mexer com os ânimos dos jogadores pouco depois disso foi deixar a prancheta nas mãos deles durante uma partida contra o Phoenix Suns, que o Warriors acabou vencendo por 46 pontos de diferença. A justificativa para isso foi a de que fazia um mês que ele não conseguia afetar os atletas e que todos já estavam cansados da sua voz. Então o treinador considerou que ali era uma boa hora para tirar um truque da manga por sentir o quanto sua equipe se torna muito mais difícil de ser batida quando focada.

“Eu achei isso ótimo, é algo que nos deixa mais envolvidos e que nos faz ter mais respeito pelo o que os técnicos fazem”, comentou Thompson.

“Desenhar uma jogada e passar aos jogadores durante o pedido de tempo é muito mais difícil do que parece, é preciso ter as ferramentas certas para se passar as ideias. Eu achei que foi uma grande ideia, especialmente quando se tem tantos jogos em uma temporada. Gostaria que ele fizesse isso mais vezes, acho que nos tornaria melhores”.

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